Browsing by Author "Lopes, Felisbela"
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- Os 100 primeiros dias do XXI Governo Constitucional através da imprensa generalista: quando as finanças travam uma mudança de ciclo políticoPublication . Lopes, Felisbela; Santo, Paula EspíritoOs 100 primeiros dias de um Governo correspondem a um tempo vital na construção de uma marca. Neste contexto, os media assumem-se como guias de referência de uma opinião pública que vai sendo estruturada em grande parte por influência daquilo que os jornalistas escrevem. Para saber como é que a imprensa generalista mediatizou este período no que diz respeito ao XXI Governo Constitucional, analisamos todos os textos noticiosos dos jornais generalistas que elegeram a ação dos governantes como frame principal. Este conjunto de textos noticiosos totalizou um corpus de 961 artigos jornalísticos e 2165 citações de fontes de informação. Dessa análise sobressai uma cobertura noticiosa intensa (publicam-se em média 2,4 textos por dia), desenvolvida em textos de tamanho médio ou extenso, declinada maioritariamente pelo ângulo positivo, feita em forma de notícia, refletindo mais de metade dos textos acontecimentos previamente agendados pelos atores políticos. Apesar do esforço deste Governo em proclamar um novo ciclo político afastado do tópico da austeridade que havia dominado o discurso político dos anos precedentes, os jornalistas privilegiaram a tematização financeira e, quando o fizeram, criaram uma cobertura jornalística distinta daquela que se constituiu como padrão da actividade governativa dos restantes ministérios. Ano e meio depois do fim oficial do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, a imprensa portuguesa continuou a encontrar nas finanças um tópico persistente. Tal aconteceu, porque o calendário político a isso o obrigou mas porque também os jornalistas não quiseram fazer desvios de rota.
- Marcelo Rebelo de Sousa, a popular president who has all the media coverage: Content analysis of the press (2016-2018)Publication . Do Espírito Santo, Paula; Lopes, FelisbelaIn his first speech, in March 2016, as 20th Portuguese President, Marcelo Rebelo de Sousa guaranteed that every Portuguese person was rooted in his first determining thought. It was in the people that President Marcelo found legitimacy to develop everything he sought. But will this concern in building bridges, in bringing others closer to him, be reflected on the journalistic coverage that his work raises? From the analysis of the first two years of his term, what is striking is the depiction of a President who wants everyone close to him, and yet the whole daily press discourse is centred on him. The President has consistently aligned himself with different social actors and has made a visible effort to expand his political action to different Portuguese regions and also to several other countries. However, the President is the main source and hegemonic voice in journalistic discourse. This research begins with the following question: How does the journalistic coverage of President Marcelo's activity, during his two-year term of office (2016-2018), concur with and guarantee the principles of autonomy and exemption in the news construction? Taking into account this research question, in methodological terms, this study will analyse the two years of journalistic coverage of the presidential activity, from a set of daily and weekly newspapers. The technique of content analysis will be used, in a categorical approach, following Bardin’s (2013) and Lopes & Espírito Santo’s (2016) previous framework. The expected results are the identification of the relationship between the political involvement of Marcelo Rebelo de Sousa as President and the construction of the press message, combined with the potential introduction of a new role for the President as a political and media actor of the democratic system.
- Quando um Presidente da República vive no limite do semipresidencialismo: retratos que a imprensa diária esboçou na primeira metade do mandato de Marcelo Rebelo de SousaPublication . Lopes, Felisbela; Espírito Santo, PaulaO 20º Presidente da República Portuguesa inaugurou, em Março de 2016, um mandato distintivo na forma como se relaciona com os poderes que a Constituição lhe confere. Participando diariamente em múltiplos eventos, Marcelo Rebelo de Sousa fala, acima de tudo, daquilo que considera mais estratégico (re)colocar na ordem do dia, entrando em permanência em áreas de atuação que pertencem ao Governo. E isso é legitimado por duas forças que este PR não descura: a popularidade que reúne junto dos portugueses e a atenção mediática que provoca nos jornalistas. É aqui que reside a sua força para testar alguns dos poderes presidenciais que lhe estão fixados pela Lei Fundamental. Nesta contribuição, identificaremos o modo como o Presidente da República exerceu os seus poderes à luz do que a imprensa diária generalista portuguesa tem publicado sobre si, ao longo dos primeiros dois anos de mandato (9 de Março de 2016 a 9 de Março de 2018). Com base num universo de 1.537 textos noticiosos publicados, neste período, no Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Público e Correio da Manhã, identificaremos quais os poderes presidenciais que estiveram em destaque na imprensa e faremos sobressair três situações que assumiram relevância no modo como o Presidente da República faz vingar a sua posição junto do Governo: a intervenção no rumo do único banco público português (Caixa Geral de Depósitos), a coordenação das operações em torno do roubo de material militar em Tancos e o envolvimento com as vítimas dos incêndios que afetaram a região centro de Portugal em 2017. Como resultados esperados, esta contribuição procura examinar a construção da proximidade entre eleitores e eleitos, promovida pela figura presidencial, e amplificado pela imprensa. Ou seja, pretende-se identificar os moldes e o papel da imprensa como motores essenciais para a projeção da mensagem política e da figura presidencial, em termos de utilização do espaço público mediático.
