Browsing by Author "Costa, Leonor Freire"
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- Acerca da produção cartográfica no século XVIPublication . Costa, Leonor FreireO presente estudo pretende considerar alguns problemas de representação cartográfica com que as gerações de Quinhentos se defrontaram e as soluções técnicas e científicas encontradas, viáveis no quadro cultural e institucional do século XVI. A navegação oceânica e o estabelecimento de rotas em áreas do globo, até então inexploradas por europeus, obrigaram os meios náuticos à adopção de novas técnicas e a algumas mutações teóricas na concepção da representação dos espaços. Sendo os países ibéricos pioneiros no «desencravamento de economias encravadas», não é de estranhar que tenham sido responsáveis por alterações significativas nas Formas de representação da Terra e que a autoridade das produções cartográficas portuguesas e sevilhanas se tenha imposto nas cortes e nos meios mercantis europeus.
- A alteração da estrutura acionista das companhias coloniais pombalinas : impactos do mercado secundário de títulos em Portugal no século XVIIIPublication . Costa, Leonor Freire; Neves, Pedro; Albuquerque, Tomás Pinto deAs companhias coloniais são um exemplo da conjugação de interesses entre o Estado e grupos empresariais, no que hoje chamamos uma parceria público-privada. Neste contrato, o Estado concede às empresas o direito de explorar e administrar um território e os investidores fornecem os fundos, esperando taxas de retorno gratificantes em resultado do monopólio legal. Este é um modelo comum a muitas potências coloniais europeias desde o século XVII. A historiografia tem questionado o potencial deste modelo para impulsionar o desenvolvimento financeiro e tem assumido que foi mais eficaz no Norte do que no Sul da Europa. Basicamente, a solução empreendedora para explorar regiões coloniais com base em sociedades anónimas poderá ter levado a resultados diferentes no que diz respeito ao funcionamento do mercado de capitais. Embora esta ideia prevaleça na literatura, não sabemos muito sobre o caso português. Até agora, nenhum estudo analisou a evolução da estrutura de propriedade dessas empresas. Se esta se alterou ao longo do período de vigência do contrato com o Estado é um tema em aberto que aguarda uma investigação que contribuirá para a compreensão das características do mercado de capitais em Portugal. Neste Documento de Trabalho apresentamos os primeiros resultados de um projeto de investigação sobre o desenvolvimento do mercado de capitais no Portugal do século XVIII. Analisamos a estrutura de propriedade de duas empresas coloniais, a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, fundadas em 1755 e 1759, respetivamente. O estudo das transações das suas ações revela uma mudança significativa na estrutura de propriedade que resultou da Oferta Pública Inicial. Trazendo novos dados, e contrariando a ideia predominante na historiografia portuguesa, este Documento de Trabalho mostra que estas companhias tiveram um papel no desenvolvimento do mercado de capitais em Portugal.
- An Economic History of Portugal, 1143–2010Publication . Costa, Leonor Freire; Lains, Pedro; Miranda, Susana MünchA fascinating exploration into the evolution of the Portuguese economy over the course of eight centuries, from the foundation of the kingdom in 1143, when political boundaries began to take shape in the midst of the Christian Reconquista of the Iberian Peninsula, the formation of an empire, to the integration of the nation in the European Communities and the Economic and Monetary Union. Through six chapters, the authors provide a vibrant history of Portugal’s past with a focus ranging from the medieval economy and the age of globalization to war and recovery, the Atlantic economy, the rise of liberalism and patterns of convergence. The book provides a unique long-term perspective of change in a Southern European country and its empire, which responds to the fundamental broader questions about when, how, and why economies expand, stagnate or contract.
- An Economic History of Portugal, 1143-2010Publication . Costa, Leonor Freire; Lains, Pedro; Miranda, Susana MünchThis book is about the evolution of the Portuguese economy during the course of eight centuries, from the foundation of the kingdom, in 1143, when political boundaries began to take shape in the midst of the Christian Reconquista of the Iberian Peninsula, to the integration of the nation in the European Communities and the Economic and Monetary Union. While the economy we are interested in responded to external influences across the land and sea borders, its activity also exerted influence on events occurring elsewhere.
- Anatomy of a premodern statePublication . Costa, Leonor Freire; Henriques, António; Palma, NunoWe provide a blueprint for constructing measures of state capacity in premodern states, offering several advantages over the current state of the art. We argue that assessing changing state capacity requires considering the composition of revenues, expenditure patterns, and local-level budgets. As an application, we examine the case of Portugal (1367–1844). Our findings demonstrate that throughout most of this extended period, Portugal maintained comparatively high fiscal and legal capacities. This challenges claims that Portugal’s economic decline from the second half of the eighteenth century was due to low state capacity
- Aspectos empresariais da construção naval no século XVI : o caso da Ribeira das Naus de LisboaPublication . Costa, Leonor FreireComo condição necessária ao desenvolvimento de frotas de guerra, os arsenais multiplicam-se nos séculos XVII e XVIII, surgindo, aos olhos dos investigadores, como casos emblemáticos do papel precursor do Estado, tanto pelas inovações técnicas que foram capazes de impulsionar como pelas estruturas organizativas, que envolviam elevados capitais e contingentes assinaláveis de mão-de-obra. Desta forma, os estudos realizados, se insistem em sublinhar a importância destas unidades de produção na passagem ao estádio da «grande indústria», procuram também denunciar as suas fragilidades, já que todas as características que não permitem identificá-las com o que será vulgar nas empresas da «era industrial» são consideradas, nesta perspectiva, como arcaísmos, isto é, sinais da sua relativa ineficiência em termos económicos. O recurso a mão-de-obra requisitada, cuja produtividade estaria, deste modo, longe de ser garantida, e uma gestão só secundariamente direccionada para a rentabilização dos capitais são tópicos entendidos como reveladores das ambiguidades destas «empresas de Estado». A Ribeira das Naus, o estaleiro destinado a fornecer parte importante das naus e galeões que serviram a carreira da índia, partilha com outras experiências europeias, um tanto mais tardias na sua generalidade, aqueles a que permitem identificá-la com uma «empresa de Estado», conceito útil, mas com limitações quando se reporta a épocas em que «empresa», sobre- tudo no domínio dos transportes marítimos, se associava tanto à aventura como ao risco calculado e em que «público» e «privado» não eram esferas jurídicas claramente distinta.
- Brazilian gold in the eighteenth century: a reassessmentPublication . Costa, Leonor Freire; Rocha, Maria Manuela; Sousa, Rita Martins deThis working paper aims to provide data gathered in a research program developed by Gabinete de História Económica e Social (GHES) on gold remittances from Brazil in the 18th century. Results of this project revise published accounts of bullion flows in the 18th century with regard to the Brazilian contribution to the European money stock. This is a preliminary presentation of results that support the thesis and arguments in a forthcoming book entitled O ouro do Brasil no século XVIII: remessas e agentes.
- Carapinteiros e calafates da Ribeira das Naus : um olhar sobre Lisboa de quinhentosPublication . Costa, Leonor FreireA construção naval constitui um dos sectores em que mais cedo foi reconhecível uma dimensão capitalista na indústria, tendo aí um papel propulsionador. A escala atingida por este tipo de unidades económicas diferencia-as das demais existentes, quer do mesmo sector, mas não tuteladas pelo Estado, quer de outros sectores menos exigentes em bens intermédios e em mão-de-obra. Se aqui residem alguns dos seus componentes de vanguarda, já os meios accionados para vincular a mão-de-obra ilustram um dos seus aspectos menos inovadores. É que, para além da dimensão, a «modernidade» do estaleiro da Ribeira das Naus descortina-se nas preocupações colocadas numa gestão poupadora de custos, onde o tempo de produção e de amortização dos capitais é tido como um factor a não ignorar, interferindo nas opções dos agentes do monarca responsáveis pelo andamento das obras; preocupações que presidiram à escolha, ora pelas empreitadas ora pela administração directa. A vulgarização das querenas no conserto do casco deu-se em nome de uma alegada poupança de custos, identificando -se celeridade no trabalho com esse objectivo. Na gestão destas «empresas do Estado» o tempo não era uma mercadoria negligenciada; em contabilizado e, efectivamente, «tratado como mercadoria precisa, economizada, poupadas». Tais aspectos, surpreendentes na sua modernidade, justapõe-se a outras componentes de feições arcaizantes que não permitem reconhecer nestas unidades económicas a totalidade das características que permitiria apelidá-las de capitalistas.
- A circulação do ouro do Brasil : o direito do 1%Publication . Costa, Leonor Freire; Rocha, Maria Manuela; Sousa, Rita Martins deO objectivo essencial deste artigo é a analise do direito de 1 % imposto sobre a circulação do ouro brasileiro pelo alvará de 1 de Fevereiro de 1720. O texto encontra-se dividido em três partes. Numa primeira parte, explica-se a origem da Junta do Comércio, organismo que se encontra associado ao regime de navegação por frotas comboiadas, uma vez que a sua extinção justificou a criação do direito do 1%. Numa segunda parte, mostra-se como a ambiguidade na natureza e legitimação do direito originou um processo de evolução quanto ao seu significado, transformando-o de uma comissão a um imposto incidente sobre a circulação do ouro. Por fim, são analisados os processos burocráticos ligados à cobrança do imposto, mostrando-se como os homens de negócio de Lisboa foram ganhando um ascendente naqueles processos, possível tradução do seu forte envolvimento nos fluxos do ouro do Brasil.
- Comércio e família em Portugal, séculos XVI-XVIIIPublication . Costa, Leonor FreireUma síntese da investigação sobre família e comércio em Portugal entre os séculos XVI e XVIII deverá eleger como fundamentais dois estudos sobre negociantes, um de David Grant Smith outro de Jorge Miguel Pedreira, que inexplicavelmente continuam a circular na versão original de provas académica. A singularidade destes dois trabalhos (um deles já com mais de trinta anos) reside na aplicação de um questionário específico da história da família a grupos sociais não dependentes da terra, na intenção de definir a importância da família c das relações parentais para a apropriação e redistribuição de recursos no universo das trocas do Antigo Regime. Esta abordagem abriu, para o caso português, uma via promissora de análise dos padrões de reprodução social, liberta de interpretações apriorísticas sobre o papel da burguesia, fosse para a modernização das sociedades tradicionais, fosse para o atraso económico, devido a uma presuntiva debilidade empresarial. Dir-se-ia que o fôlego destes estudos, que apesar de policopiados são bem conhecidos dos meios académicos, compromete o potencial inovador de futuras investigações, ou não sejam estas, mesmo que adaptadas a outros contextos temporais e regionais, uma reiteração das conclusões alcançadas por aqueles autores sobre o grupo mercantil no Portugal seiscentista ou em Lisboa na segunda metade do século XVIII
