Browsing by Author "Arruda, Ana Margarida"
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- O 1.º milénio a.n.e. no Centro e no Sul de Portugal: leituras possíveis no início de um novo séculoPublication . Arruda, Ana Margarida
- À vol d'oiseau: pássaros, passarinhos e passarocos na Idade do Ferro do Sul de PortugalPublication . Arruda, Ana MargaridaNas necrópoles baixo-alentejanas da região de Beja, foi identificado um conjunto de vasos com uma forma (vasos de pé alto, maciço e desenvolvido) e uma decoração (ornitomorfos moldados e colocados sobre o bordo) muito particulares. Estas, associadas aos contextos específicos de recolha, permitem abordar a sempre complexa questão dos sistemas religiosos das populações que habitaram o Sudoeste da Península Ibérica durante a Idade do Ferro. O estudo destes artefactos na sua globalidade permitiu verificar a existência de um culto a uma divindade feminina que pode relacionar-se com a deusa Astarté/Tinnit, que era praticado, pelo menos, nos espaços funerários. Este culto parece traduzir, de forma clara, uma profunda orientalização do território, uma vez que esta se manifesta na quase dificilmente mutável esfera religiosa.
- Acerca da influência ambiental e humananos moluscos do Monte Molião (Lagos, Portugal)Publication . Detry, Cleia; Arruda, Ana MargaridaO Monte Molião (Lagos) é um sítio arqueológico ocupado entre a Idade do Ferro e a época romana Imperial que está situado junto do estuário da ribeira de Benssafrim. O estudo zooarqueológico dos materiais recuperados neste sítio permitiu reconstituir as dietas das populações que nele habitaram, tendo possibilitado registar a presença de uma ampla diversidade de mamíferos, aves, peixes e moluscos. A prolixa presença de peixe (incluindo os recuperados nos tanques de salga), os restos de mamíferos marinhos (vértebras de baleia) e a abundância de moluscos marcam também este conjunto, situação que se deve, certamente, à proximidade da linha de costa. A presença de algumas espécies de aves costeiras vem reforçar a importância da utilização dos recursos ribeirinhos. É na variação das espécies de bivalves mais frequentes que se encontrou os resultados mais díspares. A diminuição acentuada de Cerastoderma edule (berbigão) no período romano republicano e aumento de Mytilus edulis (mexilhão) e Ruditapes Decussatus (ameijoa -boa), parecem indicar alterações ambientais, em que o ambiente estuarino de baixa energia, favorável ao berbigão, parece ter sido perturbado. Outra hipótese seria de ordem cultural, motivando a alteração nos hábitos de exploração dos recursos aquáticos. O facto de o berbigão recuperar a abundância de restos no período imperial parece reforçar uma hipótese ambiental transitória (tempestade ou tsunami) na perturbação da ribeira de Benssafrim.
- A Alcáçova de Santarém e os Fenícios no Estuário do TejoPublication . Arruda, Ana Margarida
- Alcáçova de Santarém: Relatório dos trabalhos arqueológicos de 1984Publication . Arruda, Ana MargaridaA campanha 2(84) respondeu finalmente a um conjunto de questões colocadas aquando do início dos trabalhos de 1983. Não restam agora quaisquer dúvidas sobre a existência de níveis arqueológicos preservados na Alcáçova de Santarém. Está também esclarecido o espectro cronológico e cultural do sítio. De referir a enorme importância dos dois níveis da Idade do Ferro; as influências orientais a fazerem-se sentir desde muito cedo em Santarém, numa área culturalmente bem desenvolvida, e a sequente evolução sempre marcada por o mundo fenício-púnico. A Alcáçova de Santarém foi, talvez uma feitoria fenícia que se instala bem cedo junto de populações do Bronze final, das quais encontrámos testemunhos materiais nos níveis referentes à presumível feitoria. Esta influência oriental, perdurou longamente no tempo e irá ser possível em Santarém, depois de um estudo exaustivo e percentual do espólio destes dois níveis, entender toda uma evolução formal e cronológica para as influências do mundo fenício-púnico em Portugal.
- O Algarve na rota Atlântica do comércio romanoPublication . Arruda, Ana MargaridaAs importações de produtos alimentares envasados em ânforas que, com origem na área de Cádis e sobretudo no vale do Guadalquivir, chegaram ao Algarve durante os últimos anos da Republica e na dinastia Julio-Claudia são abundantes. Mas este abastecimento não representa uma novidade, nem no tipo de produtos, nem, em boa medida, no que diz respeito aos centros exportadores. De facto, a relação entre o território algarvio e a região do sul da actual Andaluzia foi sempre privilegiada, pelo menos desde a Idade do Ferro, tudo indicando que o Algarve constituiu bem mais do que apenas um ponto, ainda que de referência, na chamada rota atlântica usada para o abastecimento dos exércitos estabelecidos na fachada ocidental da Península Ibérica, durante a República, e na Britânia, no reinado de Cláudio.
- O Algarve nos séculos V e IV a.C.Publication . Arruda, Ana MargaridaEm meados do primeiro milénio a. c., existiam no Algarve alguns núcleos populacionais, com características eminentemente urbanas. São cidades localizadas na orla costeira, algumas delas situadas na foz de rios navegáveis, o que lhes possibilitava um contacto permanente com os navegadores/comerciantes do mundo mediterrâneo e uma ligação directa ao interior, por via fluvial. Infelizmente, são poucos os dados de que dispomos para analisar, com detalhe, as suas características concretas. Na ausência de fontes escritas, a arqueologia é o único processo de aproximação possível a estas realidades. Mas os trabalhos arqueológicos de campo têm sido poucos e quando existiram foram, quase sempre, pouco expressivos em termos da dimensão das áreas escavadas. Assim, a informação que possuímos sobre os núcleos urbanos que floresceram no Algarve, durante a Idade do Ferro, é escassa, faltando dados sobre muitos dos seus aspectos concretos, como, por eXemplo, o urbanismo, a organização política e social e a religião. As escavações arqueológicas efectuadas em Castro Marim, entre 1983 e 1989, permitiram, no entanto, recolher alguns dados, que, cruzados com o pouco que foi divulgado sobre Faro, e. com o que nós próprios recolhemos em Monte Molião (Lagos), possibilitam uma leitura aproximada sobre uma realidade que urge conhecer melhor.
- Alloy characterization of a 7th Century BC archeological bronze vase — Overcoming patina constraints using Monte Carlo simulationsPublication . Manso, M.; Schiavon, N.; Queralt, I.; Arruda, Ana Margarida; Sampaio, J.M.; Brunetti, A.In this work we evaluate the composition of a bronze alloy using X-ray fluorescence spectrometry (XRF) and Monte Carlo (MC) simulations. For this purpose, a 7th Century BC archeological vase from the SW Iberian Peninsula, displaying a well formed corrosion patina was analyzed by means of a portable X-ray fluorescence spectrometer. Realistic MC simulations of the experimental setup were performed with the XRMC code package which is based on an intensive use of variance-reduction techniques and uses XRAYLIB a constantly updated X-ray library of atomic data. A single layermodelwas applied for simulating XRF of polished/pristine bronze whereas a two-or-three-layer model was developed for bronze covered respectively by a corrosion patina alone or coupled with a superficial soil derived crust. These simulations took into account corrosion (cerussite (PbCO3), cuprite (Cu2O), malachite (Cu2CO3(OH)2), litharge (PbO)) and soil derived products (goethite (FeO(OH)) and quartz (SiO2)) identified bymeans of X-ray diffraction and Ramanmicro analytical techniques. Results confirm previous research indicating that the XRF/Monte Carlo protocol is well suited when a two-layered model is considered, whereas in areas where the patina + soil derived products' crust is too thick, X-rays from the alloy substrate are not able to exit the sample. Quantitative results based on MC simulations indicate that the vase is made of a lead–bronze alloy: Mn (0.2%), Fe (1.0%), Cu (81.8%), As (0.5%), Ag (0.6%), Sn (8.0%) and Pb (8.0%).
- Alto do Castelo's Iron Age occupation (Alpiarça, Portugal)Publication . Arruda, Ana Margarida; Sousa, Elisa de; Pimenta, João; Mendes, Henrique; Soares, RuiAlto do Castelo, in Alpiarça (Portugal), is a site recognized by its close spatial relation with the Late Bronze Age necropolis of Tanchoal and Meijão. Although always connected with this moment of Protohistory, a Roman Republican occupation was also early assumed, based not only in a set of archaeological findings collected in the early xxth century and during the excavations directed by Ph. Kalb and M. Hock, but also by the identification of a wall and double ditch directly linked to this phase. However, Casa dos Patudos retains several Iron Age materials recovered during the fieldwork of the German Archaeological Institute team, and others found, in recent years, on the surface of the site. These Iron Age materials display characteristics that allow its association with the arrival and installation of the Mediterranean populations in the Tagus valley during the second half/late viiith century bc. This data makes possible to integrate Alto do Castelo in a dense network of Orientalized settlements discovered in the two banks of the Tagus river. The role played by these sites and their relations should be analyzed, taking into consideration the type of geographical disposition, the occupied areas, and of course, the archaeological materials.
- As ânforas alto-imperiais de Monte MoliãoPublication . Arruda, Ana Margarida; Viegas, Catarina
