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Abstract(s)
Em meados do primeiro milénio a. c., existiam no Algarve alguns
núcleos populacionais, com características eminentemente urbanas.
São cidades localizadas na orla costeira, algumas delas situadas na foz
de rios navegáveis, o que lhes possibilitava um contacto permanente com
os navegadores/comerciantes do mundo mediterrâneo e uma ligação
directa ao interior, por via fluvial.
Infelizmente, são poucos os dados de que dispomos para analisar,
com detalhe, as suas características concretas. Na ausência de fontes
escritas, a arqueologia é o único processo de aproximação possível a estas
realidades. Mas os trabalhos arqueológicos de campo têm sido poucos e
quando existiram foram, quase sempre, pouco expressivos em termos da
dimensão das áreas escavadas.
Assim, a informação que possuímos sobre os núcleos urbanos que
floresceram no Algarve, durante a Idade do Ferro, é escassa, faltando
dados sobre muitos dos seus aspectos concretos, como, por eXemplo, o
urbanismo, a organização política e social e a religião.
As escavações arqueológicas efectuadas em Castro Marim, entre 1983
e 1989, permitiram, no entanto, recolher alguns dados, que, cruzados
com o pouco que foi divulgado sobre Faro, e. com o que nós próprios
recolhemos em Monte Molião (Lagos), possibilitam uma leitura aproximada sobre uma realidade que urge conhecer melhor.
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Pedagogical Context
Citation
Arruda, A. M. (1999). O Algarve nos séculos V e IV a.C. O Algarve - da antiguidade aos nossos dias (pp. 23-31). Lisboa: Colibri.
