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Entre a Bélgica, Portugal e Minas Gerais : “A viagem” do “método” educativo de Ovide-Jean Decroly e as apropriações pelos intelectuais da educação portuguesa e mineira (1920-1960)

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Resumo(s)

O médico e educador Ovide-Jean Decroly (1871- 1932), nasceu na Bélgica e todos os seus escritos sobre educação, publicados em colaboração ou individualmente, formam um conjunto de pressupostos pedagógicos a que chamamos de Pedagogia Decroly. Decroly cercou-se de “discípulos” e colaboradores que o foram auxiliando na construção desta pedagogia ao longo do tempo. Desse modo, a tese buscou compreender como ela se transformou num método educativo, a partir das experiências locais de Decroly e por meio da ação de intelectuais da educação. Buscamos, ainda, compreender como este “método” alcançou destaque internacional, foi apropriado por intelectuais da educação portuguesa e mineira (1920-1960) e influenciou as Reformas de Ensino desses locais. Com relação ao desenvolvimento da temática, recorremos à matriz interpretativa da História Cultural, representadas, especialmente, por Michel de Certeau e Roger Chartier. Como fontes principais selecionamos quatro escritos originais e autorais de Decroly, respectivamente um artigo e três livros: “Le programme d’une école dans la vie” (Decroly, 1908); L’initiation à l’activité intellectuelle et motrice par les jeux éducatifs. Contribution à la pédagogie des jeunes enfants et des irréguliers (Decroly e Boon, 1921); Vers l’école rénovée (Decroly e Monchamp, 1922) e La fonction de globalisation et l’enseignement (Decroly, 1929). Cotejamos as informações encontradas nestas fontes com os levantamentos feitos por alguns autores francófonos, a fim de conhecer que intelectuais da educação colaboraram com a disseminação do “método” a partir da Bélgica. A definição de intelectual utilizada é sustentada pela História dos Intelectuais, corroborada pela análise sociocultural de Jean-François Sirinelli e discutida por outros historiadores da educação. Destacamos a figura de Amélie Hamaïde, o seu papel na sistematização da pedagogia Decroly com a publicação do livro La Méthode Decroly (1922) e sua consequente popularização. Finalmente, considerando os intelectuais da educação como produtores culturais, mapeamos, em Portugal e Minas Gerais, alguns artigos de periódicos de educação e ensino, manuais (pedagógicos) de formação de professores e relatórios de visita à Escola Decroly, que descrevem o “método”, no período circunscrito. Nesse mapeamento, encontramos alguns intelectuais da educação portuguesa e mineira responsáveis pela representação e apropriação do “método”; nomeadamente: Irene Lisboa, Joaquim Tomás e Moreirinhas Pinheiro em Portugal; Júlio de Oliveira e Maria da Glória Barros em Minas Gerais-Brasil. O “método” foi implantado em ambos os países na década de 1920 e permanece em Portugal através das aulas do professor Moreirinhas Pinheiro, na Escola do Magistério de Lisboa, até à década de 1960. Em Minas Gerais, sua fase de intensidade é entre o final de 1920, início de 1930; período que compreende a Reforma de Ensino mineira e a veiculação da “Secção do Centro Pedagógico Decroly”, “Voz da prática” e “Nossos Concursos”, na Revista do Ensino. As iniciativas de divulgação do “método” enfraquecem durante o Estado Novo e enquanto o governo do Estado firma outras parcerias, particularmente, com os Estados Unidos da América. As representações, apropriações operadas são as mais diversas: elas vão da aversão à crítica epistemológica, à resistência e ao consumo combinatório e utilitarista.

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Ovide-Jean Decroly Método Educativo Pedagogia Representações Apropriações Educational Method Pedagogy Representations Appropriations

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