| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 432.95 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Homem de grande cultura e experiência militar, foi Luís Mendes de Vasconcelos autor de obras como Do Sítio de Lisboa. Diálogo, publicada em 1608, Arte Militar, publicada em 1612, e ainda, entre outras, de duas intervenções que permaneceram manuscritas, Conquista da Índia oferecida a El-Rei, mencionada no Diálogo acima referido, e um Tratado de la Conservacion de la Monarchia da España, oferecido ao Duque de Lerma. Na primeira obra, desejaria ele que ela fosse passada de mão em mão até que alguém a comentasse junto do monarca, na altura Filipe III de Espanha, II de Portugal. Luís Mendes de Vasconcelos virá a obter a função de governador colonial, em Angola.
No seu pensamento ocorre uma ponderação sobre a conceptualização de Império, propondo uma orgânica mais marítima e comercial que, claramente, se distingue da concepção territorial espanhola. Nas suas reflexões, valoriza-se uma maior intimidade do poder (sob diversas perspectivas) com os seus subordinados, tendo em vista a conservação e prosperidade da res publica.
Os alvitres de Luís Mendes de Vasconcelos, ora sobre a excelência de Lisboa para capital do Império espanhol, ora sobre as mudanças necessárias para uma renovada utilidade da Índia à monarquia (à semelhança do bom proveito advindo do Brasil e das Ilhas), situam-no em grupos de opinião, inclusive de arbitristas: Poderemos considerá-lo como tal? Propomo-nos discorrer sobre o assunto, considerando outros testemunhos epocais (da época em que publica Do Sítio de Lisboa e de tempos anteriores, em que situa o seu Diálogo) e as suas, bem entusiastas e entusiasmantes propostas de reforma.
Descrição
Palavras-chave
Luís Mendes de Vasconcelos Império espanhol Índia portuguesa Arbitristas Alvitres
Contexto Educativo
Citação
CRUZ, Maria Leonor García da, “Sublimação da prosperidade e conservação da Monarquia em alvitre de Luís Mendes de Vasconcelos, 1608”, in Victoria García Prieto e Laura Manzano Zambruno (Coords.), Pensar el poder: derechos humanos y herramientas comunicativas, Madrid, Dykinson S.L., pp. 58-67. ISBN 978-84-1122-080-4
