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Cognitive control and emotion in hallucination-proneness : exploring audiovisual cognitive and emotional conflict

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Resumo(s)

Proneness to unusual experiences such as hallucinations, has been proposed to exist on a continuum. Accordingly, cognitive mechanisms that underpin hallucinations may act as markers of this continuum. Cognitive control and emotion play a key role in the production of hallucinations and in this dissertation Zinchenko and colleagues’ (2015) paradigm is replicated to test if their interaction acts as a marker of a continuum underlying proneness to unusual experiences. Emotion has been found to trigger cognitive control processes and facilitate conflict processing in both emotional and cognitive conflict. When the target dimension of a stimulus is emotional, conflict processing is sped up in both conflict types. We tested if hallucination proneness modulated this emotioncognitive control interaction. The paradigm probes emotion’s influence over cognitive control in two tasks, one for each type of conflict. In cognitive conflict, participants categorized spoken vowels and in emotional conflict their emotional valence, while visual information was congruent or incongruent. Emotion was task relevant in emotional conflict, but not in cognitive conflict type. The dissertation includes the analysis of the N100 ERP in cognitive conflict. Our results show that the early dynamic interplay between emotion and cognitive control is not a marker of a cognitive continuum underlying proneness to unusual experiences. Additionally, emotional target dimension facilitated emotional conflict processing, as shown in a reduced reaction time conflict effect. However, contrary to the literature, this was not the case for cognitive conflict.
Controlo cognitivo é um mecanismo adaptativo que recruta processos de atenção e que desempenha um papel fulcral na produção de comportamento direcionado a objetivos. Trata-se de um mecanismo capaz de inibir respostas automáticas e influenciar a memória de trabalho ao recrutar processos como atenção sustentada, atenção seletiva, inibição e atualização e manutenção de informação contextual (Duggirala et al., 2019). Controlo cognitivo é responsável por resolver conflito emocional, como ironia, ou conflito cognitivo, como o teste de Stroop (Stroop, 1935). Processar conflito de estímulos com dimensões incongruentes resulta em tempos de reação mais longos, numa taxa de erro mais elevada e num N100 com maior amplitude (Ochsner et al., 2009; Zinchenko et al., 2015; Zinchenko, Obermeier, Kanske, Schröger, & Kotz, 2017; Zinchenko, Obermeier, Kanske, Schröger, Villringer, et al., 2017). Esta diferença comportamental e neurofisiológica de processamento entre estímulos congruentes e incongruentes chama-se efeito de conflito e reflete uma maior competição por recursos de atenção no processamento dos estímulos incongruentes (West, 2003). Emoção influencia controlo cognitivo em conflito emocional e cognitivo, pois estímulos emocionais captam recursos de atenção (Nesse M, 1990; Zinchenko et al., 2015). Se a dimensão alvo – a dimensão importante a focar para resolver conflito – tiver propriedades emocionais o processamento de conflito é facilitado. Se a dimensão não importante para resolver conflito tiver propriedades emocionais, o processamento de conflito é dificultado. Por outras palavras, estímulos com uma dimensão alvo emocional apresentam um conflito cognitivo menor em relação a estímulos com dimensão não alvo emocional. Apesar de não existirem diferenças entre conflito emocional e cognitivo a nível comportamental cada tipo de conflito está associado a mecanismos neuropsicológicos diferentes. Conflito cognitivo resolve conflito ao amplificar o processamento da dimensão alvo, a passo que conflito emocional resolve conflito ao predizer que dimensão terá que ser inibida (Zinchenko et al., 2015). Suscetibilidade a experiências incomuns, como por exemplo alucinações, tem sido teorizada a existir num contínuo (Kelleher et al., 2013; van Os & Reininghaus, 2016). Os mecanismos cognitivos que produzem alucinações podem ser marcadores deste contínuo (Badcock & Hugdahl, 2011), como é o caso de inibição intencional (AldersonDay et al., 2019). Alucinações auditivas são produzidas por uma interação entre sinais anormais no córtex auditivo e uma incapacidade em suprimir estes mesmos sinais devido a controlo cognitivo comprometido (Laloyaux et al., 2019). Para além de controlo cognitivo, emoção também desempenha um papel central na produção de alucinações (Waters et al., 2012). Por um lado, em indivíduos com um diagnóstico psicótico existe uma associação entre sintomas positivos de psicose, como alucinações, e hipersensibilidade em relação a estímulos negativos (Duggirala et al., 2019). Caso esta maior sensibilidade também se verifique, em menor escala, em indivíduos com predisposição para alucinar, a interação emoção-controlo cognitivo será mais significativa. Uma dimensão alvo negativa (emocional) já facilita processamento de conflito, pois a propriedade emocional ajuda a recrutar processos executivos de atenção. Uma maior sensibilidade para com estímulos negativos intensificaria este processo. Por outro lado, em indivíduos com um diagnóstico psicótico notou-se que nas fases mais avançadas da psicose a interação emoção-controlo cognitivo perde força (Duggirala et al., 2019). Se o mesmo se notar em menor escala em indivíduos com predisposição para alucinar, emoção facilitaria ou dificultaria processamento de conflito de forma menos significativa. A presente dissertação testa se a interação entre emoção e controlo cognitivo é um marcador de suscetibilidade a experiências incomuns. O objetivo é aferir se a interação entre emoção e controlo cognitivo difere entre indivíduos com e sem predisposição para alucinar. A nossa hipótese exploratória consiste em avaliar se a associação entre experienciar alucinações e hipersensibilidade em relação a estímulos negativos também se manifesta de forma mais subtil em indivíduos com predisposição para alucinar. O paradigma de Zinchenko e colegas (2015), que testa a influência de emoção sobre conflito cognitivo e emocional num contexto multissensorial, foi replicado com uma amostra de indivíduos com e sem predisposição para alucinar. Consequentemente seria esperado replicar os resultados principais de Zinchenko e colegas (2015) em conflito cognitivo e emocional, nomeadamente um efeito de conflito nos tempos de reação e taxa de erro e um efeito de interação de emoção-controlo cognitivo. Ou seja, antevimos que existisse um menor efeito de conflito quando a dimensão alvo do estímulo é emocional comparativamente a neutra. No conflito cognitivo analisámos o N100 e prevemos que este exiba um efeito de conflito quando a dimensão alvo do estímulo é emocional.

Descrição

Dissertação de Mestrado Interuniversitário, Neuropsicologia Clínica e Experimental, 2021, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia

Palavras-chave

Neuropsicologia Resolução de conflitos Emoção Dissertações de mestrado - 2021

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