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Social influence in reasoning problems : impact of an ally's competency on majority persuasion

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Resumo(s)

Although heuristics and biases research (HBR) is known for its contributions to our knowledge of the cognitive processes involved in judgement and decision-making, it tends to treat individuals as isolated reasoners, neglecting the fact that most decisions occur in a social context, where people are influenced by others’ perspectives (Larrick, 2016). Solomon Asch’s research on social influence has shown that an erroneous unanimous majority can significantly influence individual’s judgements in objective tasks, and the presence of an ally decreases majority’s influence on judgement (Asch, 1951), unless the ally is perceived to be incompetent (then social support effects are reduced) (Allen & Levine, 1971). This thesis seeks to extend decision-making research to more socially enriched contexts, decreasing the gap between HBR and social influence research. In this vein, we evaluated the impact of an ally’s competency in participants’ tendency to conform to the majority by combining Asch’s paradigm with judgements and decision-making tasks usually used in HBR (viz., base-rate problems). Participants completed their tasks both in isolation (initial and post-test phases) and in a group of four mock-participants (experimental phase). In the experimental phase participants were attributed to one of four groups (viz., deliberative majority with an intuitive competent or incompetent dissident, intuitive majority with a deliberative competent or incompetent dissident) and responded last. Participants were classified as showing previous intuitive or deliberative orientations, using their initial phase performance as a response style baseline. We found that both intuitive and deliberative participants were influenced by the opposing majority during the experimental phase, and no social support effects were found. Innovation effects were also found for both intuitive and deliberative participants when they faced an opposing majority with an incompetent ally. These results are discussed according to relevant literature.
Numa fase inicial, a investigação em julgamento e tomada de decisão tinha como principal objetivo a identificação de heurísticas e respetivos vieses (e.g., Kahneman & Tversky, 1973, 1981; Tversky & Kahneman, 1974). Segundo Amos Tversky e Daniel Kahneman (1974), as heurísticas são operações mentais responsáveis pelo julgamento e tomada de decisão sob incerteza que têm por base um pequeno conjunto de atalhos cognitivos cujas características de processamento (i.e., baseadas em pistas de julgamento simples) frequentemente conduzem a julgamentos enviesados. Contudo, com o acumular de evidência que demonstra ser possível diminuir ou até mesmo remediar estes vieses de julgamento (e.g., Bar-Hillel, 1979; Ginosar & Trope, 1980; Slovic & Fischhoff, 1977; Tversky & Kahneman, 1981) tornou-se claro que certas condições são mais favoráveis à produção de julgamentos enviesados do que outras. Consequentemente, este ramo de investigação passou a focar-se na distinção das condições que favorecem diferentes tipos de processamento (e.g., Kahneman, 2003; Sloman, 1996; Stanovich & West, 2000). Esta mudança culminou nas atuais teorias de processamento dual, que distinguem entre processamentos autónomos de Tipo 1, e processamentos de Tipo 2, deliberativos e mais laboriosos (Evans & Stanovich, 2013). O contributo da investigação em heurísticas e vieses para a identificação e compreensão dos processos de raciocínio responsáveis pela tomada de decisão é inegável. No entanto, uma importante limitação deve ser apontada, nomeadamente, na investigação em heurísticas e vieses o indivíduo tende a ser visto como um raciocinador isolado. Contudo, o contexto social é crucial à compreensão dos processos cognitivos envolvidos na tomada de decisão, a qual é altamente influenciada por outros indivíduos e pelo ambiente social em nosso redor (Larrick, 2016), especialmente em condições de incerteza (Deutsch & Gerard, 1955). O presente estudo procura unir duas áreas de investigação – a saber, de heurísticas e vieses, e de influência social – através da análise do impacto da presença de um aliado na influência dos julgamentos de uma maioria nas respostas dos participantes críticos em tarefas clássicas de raciocínio (viz., problemas de base-rates). Solomon Asch (1951) demonstrou que até um terço das estimativas realizadas pelos participantes críticos são influenciadas pelos julgamentos incorretos de uma maioria unânime, isto é, um número significativo de indivíduos cede aos julgamentos realizados por outros, mesmo quando estes estão claramente incorretos. No entanto, a presença de um dissidente (viz., alguém cujas respostas diferem das respostas dadas pela maioria) reduz de forma significativa a pressão para o conformismo (Allen & Levine, 1971; Asch, 1951; Nemeth & Chiles, 1988). A redução da conformidade do participante crítico com a presença de um dissidente depende significativamente da competência do último. Isto é, o efeito do dissidente na conformidade é significativamente menor quando este é percecionado como incompetente (Allen & Levine, 1971). Esta ideia está em linha com teorias de processamento dual da persuasão (e.g., Petty & Cacioppo, 1986) e com abordagens que se debruçam sobre a influência social como os mecanismos de vigilância epistémica (Mercier & Sperber, 2011) e a Teoria de Elaboração de Conflito (Mugny et al., 1995). Estas ligações são elaboradas em maior detalhe na presente dissertação. Os participantes responderam a problemas de base-rates em três momentos: fase inicial, fase experimental (com um grupo de falsos-participantes) e na fase pós-teste. A cada participante foi aleatoriamente atribuído um de quatro grupos experimentais: (1) maioria deliberada com um dissidente intuitivo competente, (2) maioria intuitivo com um dissidente deliberado competente, (3) maioria deliberada com um dissidente intuitivo incompetente, ou (4) maioria intuitiva com um dissidente deliberado incompetente. Adicionalmente, os participantes foram classificados como tendo tendência a dar respostas intuitivas (participantes intuitivos) ou deliberadas (participantes deliberados) consoante a sua performance na fase inicial. Os resultados indicam que ambos os participantes intuitivos como deliberados foram influenciados pela maioria deliberada e intuitiva, respetivamente (efeito de influência social). Também foram verificados efeitos de inovação para os participantes intuitivos na condição de maioria deliberada com um dissidente intuitivo incompetente, e para os participantes deliberados na condição de maioria intuitiva e dissidente deliberado incompetente. Não foram encontrados efeitos de suporte social. Os resultados são discutidos à luz da literatura relevante.

Descrição

Dissertação de mestrado, Psicologia (Área de especialização em Cognição Social Aplicada), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2021

Palavras-chave

Influência social Persuasão Tomada de decisão Heurística Teses de mestrado - 2021

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