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Orientador(es)
Resumo(s)
O poema épico seiscentista de Gabriel Pereira de Castro, Ulisseia ou Lisboa Edificada, é composto por dez cantos: os primeiros cinco celebram as viagens de Ulisses, os últimos cinco, a guerra na Lusitânia para a fundação da cidade lusa. Cada metade do poema oferece um relato de Ulisses: nos cantos II e III, o herói conta a Circe as viagens por que passou desde a partida de Tróia, e, no canto VI, conta a Górgoris, rei da Lusitânia, a guerra entre os Aqueus e os Troianos. Nesta comunicação, pretendo analisar o canto VI da Ulisseia do ponto de vista do modelo homérico da Ilíada. Ulisses, participante da guerra de Tróia, inicia a sua narração com as origens míticas do conflito e termina com o incêndio da cidade. Se, por um lado, alguns episódios pertencem à tradição épica antiga (como, o rapto de Helena e o cavalo de madeira – este último aproveitado do modelo vergiliano), outros há directamente plasmados a partir da Ilíada homérica (como, o duelo entre Páris e Menelau, a aristeia de Diomedes, o duelo entre Heitor e Ájax – transmutado no duelo entre Heitor e Creonte –, a doloneia, a patrocleia, o duelo entre Aquiles e Heitor).
Descrição
Palavras-chave
Estudos de recepção Recepção dos clássicos Iliada Ulisseia Homero Gabriel Pereira de Castro
Contexto Educativo
Citação
Fonseca, Rui Carlos (2021), «“da alta Tróia os muros estremecem” – A Ilíada de Homero no canto VI da Ulisseia de Gabriel Pereira de Castro», in Paula MORÃO e Cristina PIMENTEL (coord.), Rui Carlos FONSECA, Ricardo NOBRE e Maria Luísa RESENDE (ed.), A Literatura Clássica ou os Clássicos na Literatura: Presenças Clássicas nas Literaturas de Língua Portuguesa, vol. 5, Lisboa e V. N. Famalicão, Centro de Estudos Clássicos e Edições Húmus, pp. 137-156.
Editora
Edições Húmus; Centro de Estudos Clássicos
