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"Guerreiros mnemónicos". Os partidos políticos e a memória da transição portuguesa durante as celebrações oficiais do 25 de Abril

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Resumo(s)

É hoje consensual na literatura que os partidos políticos e os seus representantes eleitos valorizam, tanto as atividades legislativas, como as atividades não legislativas, independentemente de serem mais orientados para os votos (vote-seekil1g), para os cargos (office-seekil1g) ou para as políticas (policy -seekil1g) (Su'om, 1990). Qlando falamos de atividades não legislativas referimo-nos a discursos parlamentares, interpelações, votos de pesar/congratulação, entrevistas, comunicados de imprensa, entre outros. Os partidos reconhecem nas atividades não legislativas uma importante ferramenta na competição pela marcação da agenda política (Green-Pederson, 2010). Além disso, os partidos têm geralmente um de três objetivos em mente: promover uma imagem positiva de si mesmos ('publicidade'); convencer o eleitorado da sua responsabilidade direta sobre determinadas conquistas que veem como positivas ('reconhecimento') ou dar visibilidade à posição que defendem sobre determinada matéria ('tomada de posição') (Mayhew, 1974). Contribuir para um melhor entendimento sobre a forma como as atividades não legislativas permitem a realização de funções simbólicas importantes para os partidos é o nosso objetivo.

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Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Raimundo, F., Dias, A. L. (2020). "Guerreiros mnemónicos". Os partidos políticos e a memória da transição portuguesa durante as celebrações oficiais do 25 de Abril. In Branco, R., Fernandes, T. (Eds.), 45 anos de democracia em Portugal, pp. 163-179. Lisboa: Assembleia da República

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