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The purpose of this dissertation is to study the conceptualization of the court, palace and ruler of the Umayyad Caliphate of al-Andalus. The Western terminology still plays a normative role in the representation of foreign courts, determining concepts that fit poorly into chronologies and traditions with their own dynamics, hierarchies and specificities, which is the case of the Muslim courts. Far from being the paradigm of court society, the Western court model consists of a case amongst many. Not complying with the Western model and terminology does not mean we are not before a real court society, as in fact the medieval Muslim court model testifies. Such model will be discussed in the light of a courtly common language to the Mediterranean and Eastern societies of the tenth and eleventh centuries.
The strong conceptualization of the Umayyad court of Cordoba was further highlighted through the articulation of the ceremonial, as the mis-en-scène of such conceptualization and legitimacy, expressed by gestures, caliphal insignia and hierarchies, which was understood by the Mediterranean and Eastern paradigm of court and ceremonial. Thus, both the conceptualization and the articulation of the ceremonial of Cordoba will be discussed adopting a comparative perspective with the Umayyad Caliphate of Damascus, the ‘Abbasid and Fatimid Caliphates, and the Byzantine Empire.
Sources elaborate a specific terminology for the medieval Muslim court societies and, in the specific case of the Umayyad Caliphate of al-Andalus, the court is usually enunciated as Bāb Suddat al-Khalīfa (“The door of the Sudda of the caliph”) – a reference to the symbology associated to the main city gate of Cordoba – or simply as Bāb al-Khalīfa (“the door of the caliph”) and Bāb. Bāb Suddat al-Khalīfa is perhaps the most emblematic concept to name the Umayyad palace and its society, which will be additionally interpreted in the framework of the performance of ceremonial, the language and terminology used in such ceremonies, as well as within the Byzantine and Persian traditions, that overrun the concepts idealized for Western court societies.
O principal objectivo desta dissertação é o estudo da conceptualização da corte, palácio e soberano do Califado Omíada do al-Andalus. A terminologia ocidental continua a jogar um papel normativo na representação de cortes estrangeiras, determinando conceitos que pouco se adequam a cronologias e tradições com as suas próprias dinâmicas, hierarquias e especificidades, tal como é o caso das cortes islâmicas. Longe de ser o paradigma de sociedade de corte, o modelo de corte ocidental é apenas um caso entre muitos. A não observância do modelo ocidental e sua respectiva terminologia não significa que não estejamos perante uma verdadeira sociedade de corte, como de facto comprova o modelo de corte islâmica medieval. Este modelo será discutido à luz de uma linguagem de corte comum, existente no Mediterrâneo e nas sociedades orientais dos séculos X e XI. A forte conceptualização da corte omíada de Córdova resultava ainda mais enfatizada através da articulação do cerimonial, enquanto mis-en-scène dessa mesma conceptualização e legitimidade, expressada por gestos, insígnias califais e hierarquias, uma linguagem que era compreendida por um paradigma Mediterrâneo e oriental de corte e cerimonial. Desta forma, quer a conceptualização e a articulação do cerimonial de Córdova será discutido adoptando uma perspectiva comparativa com o Califado Omíada de Damasco, os Califados Abássida e Fatimita, bem como o Império Bizantino. As fontes elaboram uma terminologia específica para as sociedades de corte islâmicas medievais e, no caso específico do Califado Omíada do al-Andalus, a corte é normalmente enunciada como Bāb Suddat al-Khalīfa (“a porta Sudda do califa”) – uma referência à simbologia associada à principal porta da cidade de Córdova – ou simplesmente como Bāb al-Khalīfa (“a porta do califa”) e Bāb. Bāb Suddat al-Khalīfa é talvez o conceito mais emblemático para nomear o palácio omíada e a sua sociedade, que será também interpretado tomando a perspectiva da representação do cerimonial, a linguagem e terminologia usadas nestas cerimónias, bem como entre as tradições bizantina e persa, uma abordagem que extravasa em muito os conceitos idealizados para as sociedades de corte ocidentais.
O principal objectivo desta dissertação é o estudo da conceptualização da corte, palácio e soberano do Califado Omíada do al-Andalus. A terminologia ocidental continua a jogar um papel normativo na representação de cortes estrangeiras, determinando conceitos que pouco se adequam a cronologias e tradições com as suas próprias dinâmicas, hierarquias e especificidades, tal como é o caso das cortes islâmicas. Longe de ser o paradigma de sociedade de corte, o modelo de corte ocidental é apenas um caso entre muitos. A não observância do modelo ocidental e sua respectiva terminologia não significa que não estejamos perante uma verdadeira sociedade de corte, como de facto comprova o modelo de corte islâmica medieval. Este modelo será discutido à luz de uma linguagem de corte comum, existente no Mediterrâneo e nas sociedades orientais dos séculos X e XI. A forte conceptualização da corte omíada de Córdova resultava ainda mais enfatizada através da articulação do cerimonial, enquanto mis-en-scène dessa mesma conceptualização e legitimidade, expressada por gestos, insígnias califais e hierarquias, uma linguagem que era compreendida por um paradigma Mediterrâneo e oriental de corte e cerimonial. Desta forma, quer a conceptualização e a articulação do cerimonial de Córdova será discutido adoptando uma perspectiva comparativa com o Califado Omíada de Damasco, os Califados Abássida e Fatimita, bem como o Império Bizantino. As fontes elaboram uma terminologia específica para as sociedades de corte islâmicas medievais e, no caso específico do Califado Omíada do al-Andalus, a corte é normalmente enunciada como Bāb Suddat al-Khalīfa (“a porta Sudda do califa”) – uma referência à simbologia associada à principal porta da cidade de Córdova – ou simplesmente como Bāb al-Khalīfa (“a porta do califa”) e Bāb. Bāb Suddat al-Khalīfa é talvez o conceito mais emblemático para nomear o palácio omíada e a sua sociedade, que será também interpretado tomando a perspectiva da representação do cerimonial, a linguagem e terminologia usadas nestas cerimónias, bem como entre as tradições bizantina e persa, uma abordagem que extravasa em muito os conceitos idealizados para as sociedades de corte ocidentais.
Descrição
Palavras-chave
Omíadas (Dinastia) Al-Andalus - Historia - 929-1031 (Califado de Córdova) Al-Andalus - Reis e soberanos Al-Andalus - Corte e cortesãos Al-Andalus - Civilização Espanha - História - 711-1516 Teses de doutoramento - 2020
