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Os toques que nunca desaparecem : os sistemas de inquirição de crianças vítimas de abuso sexual

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exame da normativa internacional permite compreender o processo evolutivo pelo qual passou a legislação brasileira e portuguesa voltada à infância ao longo da história. No decorrer das últimas décadas, o tema da infância e da adolescência ganhou significativa relevância na doutrina jurídica de diversos países a contar da publicação de declarações e convenções voltadas ao universo infantojuvenil. A partir das citadas publicações, as crianças e os adolescentes não apenas ganharam um status diferenciado nos programas de implementação de políticas públicas, como é alterada a forma de intervenção para com eles. Crianças e adolescentes, que antes eram visualizados como meros objetos de intervenção e tutela estatal, passam a ser compreendidos como sujeitos de direitos em toda a sua dimensão. No entanto, em primeiro plano, o trabalho irá apresentar a construção histórica do conceito de infância ao longo do tempo, a evolução dos seus direitos, bem como indica que a violência, principalmente a violência sexual, somente passou a ser fonte de preocupação na contemporaneidade. Todavia, grande massa de crianças e adolescentes são vítimas de abuso sexual no mundo todo, entretanto, o estudo focaliza, em segundo plano, no contexto do crime sexual, seus impactos, o caminho que a criança vítima deve percorrer até chegar ao judiciário, suas sucessivas inquirições e os fatores de revitimização, partindo-se da premissa que essa revitimização poderá ser até mais danosa do que a vitimização primária, decorrente do ato sexual em si. Em virtude essencialmente da natureza do delito, na grande maioria dos casos de abuso sexual, o testemunho do menor é a única prova no processo penal. A presente pesquisa tratará, no final, das metodologias utilizadas pelo sistema judicial do Brasil e de Portugal na oitiva das crianças vítimas ou testemunhas de abuso sexual, a técnica das Declarações para Memória Futura e o Depoimento Especial. Apresentará que se o procedimento empregado na coleta das declarações dos menores não for especialmente voltado e adaptado à população infantojuvenil, crianças e adolescentes não serão só vítimas do crime, como também vítimas do sistema judicial. Essa segunda vitimização nada mais é do que a violência institucional do sistema jurídico criminal, fazendo das vítimas novas vítimas, agora do estigma processual investigatório. O instrumento apresentará a grande inovação na legislação brasileira referente à proteção da criança na participação do processo penal, visto que publicou, recentemente, a Lei n.º 13.431/2017 que estabelece o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, assim como determina a adoção da metodologia do Depoimento Especial como forma de mitigar a tão temida vitimização secundária. Nesta pesquisa, tentou-se esclarecer se a instituição da escuta protegida oferece à vítima uma maior proteção e emerge como solução tanto para a formação de conjunto probatório consistente quanto para a preservação da integridade psicológica infantil. Quanto a isso, complementa-se que a casuística de aplicação da metodologia e sua disseminação por diversos estados brasileiros, mesmo sem antes estar regulamentada por lei, demonstra a eficácia do instituto.
El examen de la normativa internacional permite comprender el proceso evolutivo por el cual paso la legislación brasilera y portuguesa volcada a la infancia a lo largo de la historia. En el correr de las últimas décadas, el tema de la infancia y de la adolescencia conquisto significativa relevancia en la doctrina jurídica de diversos países a contar de la publicación de declaraciones y convenciones volcadas al universo infantojuvenil. A partir de las citadas publicaciones, los niños y los adolescentes no apenas ganaron un estatus diferenciado en los programas de implementación de políticas públicas, como es modificada la forma de intervención para con ellos. Niños y adolescentes, que antes eran vistos como simples objetivos de intervención y tutela estatal, pasan a ser comprendidos como sujetos de derechos en toda su dimensión. Por lo tanto, en primer plano, el trabajo irá presentando la construcción histórica del concepto de infancia a lo largo del tiempo, la evolución de sus derechos, así como indica que la violencia, principalmente la violencia sexual, solo paso a ser motivo de preocupación en a contemporaneidad. Todavía, gran parte de niños y adolescentes son víctimas de abuso sexual en todo el mundo, por lo tanto, el estudio enfoca, en segundo plano, en el contexto del crimen sexual, sus impactos, el camino que el niño victima debe recorrer hasta llegar al judiciario, sus sucesivas inquisiciones y los factores de re victimización, partiendo de la premisa que esa re victimización podrá ser hasta más dañina que la victimización primaria, decurrente del acto sexual en sí. En virtud esencialmente de la naturaleza del delito, en la gran mayoría de los casos de abuso sexual, el testimonio del menor es la única prueba en el proceso penal. La presente investigación tratara, al final, de las metodologías utilizadas por el sistema judicial de Brasil y de Portugal en la oidoría y de niños víctimas o testigos de abuso sexual, la técnica de las Declaraciones para Memoria Futura y el Testimonio Especial. Demostrará que si el procedimiento empleado en la colecta de las declaraciones de los menores no sean especialmente volcadas y adaptadas a la población infantojuvenil, niños y adolescentes no serán solo victimas del crimen, sino también victimas del sistema judicial. Esa segunda victimización nada más es que la violencia institucional del sistema jurídico criminal, haciendo de las victimas nuevas víctimas, ahora del estigma procesal investigador. El instrumento presentara la grande innovación en la legislación brasilera referente a la protección del niño en la participación del proceso penal, visto que publico, recientemente, la Ley nº 13.431/2017 que establece el sistema de garantía de los derechos de niños y adolescentes víctimas o testigos de violencia, así como determina la adopción de la metodología de la Declaración Especial como forma de mitigar la tan temida victimización secundaria. En esta investigación, se intentó aclarar si la implementación de la escucha protegida ofrece a la víctima una mayor protección y emerge como solución tanto para la formación de un conjunto probatorio consistente cuanto para la preservación de la integridad psicológica infantil. En cuanto a eso, se complementa que la casuística de la aplicación de la metodología y su diseminación por diversos estados brasileros, aún sin antes estar reglamentado por ley, demuestra la eficacia del instituto.

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Direito penal Abuso sexual Direitos da criança Portugal Brasil Teses de mestrado - 2018

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