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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Há cerca de 30 anos, aprendíamos que, no topo da hierarquia social medieval,
estavam os nobres e os clérigos. Que os primeiros eram militares e aprendiam a
manejar armas e cavalos usando-os nos combates de defesa ou conquista que
justificavam a classe. Tinham cultura própria mas assente na oralidade, pelo que a
escrita e a leitura lhes eram marginais. Aprendíamos que os segundos tinham a seu
cargo o pastoreio das almas e a cultura escrita. Tinham acesso privilegiado ao livro e
dominavam o latim. Dedicavam-se ao estudo. Apercebíamo-nos também naturalmente
de que, dentro de cada classe, havia outra hierarquia: a pequena nobreza diferia da alta
nobreza; o baixo clero e as esferas superiores desta classe não se confundiam, o que,
neste caso, decorria normalmente de ligações de berço às outras classes. Talvez menos
rapidamente nos dávamos conta também de que havia certa permeabilidade, embora
condicionada, entre as classes. Mesmo assim, o estatuto social de uma figura histórica
dos séculos XII a XIV condicionava as expetativas com que líamos qualquer
manifestação escrita de cada classe.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Correia, Ângela (2012): "Ser letrado e trovador", in eHumanista 22.
Editora
Department of Spanish and Portuguese University of California Santa Barbara
