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Orientador(es)
Resumo(s)
Desde há muito preocupados com a "formação continua"
dos professores do Ensino Primário (actual primeiro ciclo do
Ensino Básico), foi-nos possivel constatar, por referência a
momentos distintos das suas carreiras, não apenas diferenças de
atitude e empenhamento na prática educativa, mas também no modo
de percepcionar essa mesma prática e o processo educativo em
geral, por parte desses professores.
Uma outra constatação se nos tem imposto: tais
diferenças e toda uma vasta gama de queixas, lamentações,
problemas e desejos de abandono (na generalidade não mais que
formulados), indiciadores de um certo mal-estar profissional, que
as naturais excepções não conseguem iludir, são por eles
expressas, indistintamente, qualquer que seja o "sistema" da sua
formação.
Onde residirá o problema? Na formação inicial? Na
ausência de um processo consequente de formação em exercício ou
contínua, apesar de algumas tentativas pontuais nesse sentido? Ou
em condições especificas do múnus docente?
Este estado de coisas afigura-se-nos ainda mais
surpreendente, pela sua generalidade, quando atentamos na radical
transformação do campo da formação inicial, oferecido pelas
Escolas do Magistério Primário, após 1974 (GEP, 1986), e que
seria suposto ter produzido alterações significativas na atitude
dos professores formados desde então.Na presente conjuntura, com a passagem da formação
inicial dos professores do Ensino Primário para as Escolas
Superiores de Educação, conferindo-lhe grau de nivel superior, e
com uma reforma do Sistema Educativo, que se crê profunda, a
iniciar-se, maior acuidade ganha a análise destes fonómenos.
Julgamos oportuna, nestas circunstâncias, a realização
de estudos que contribuam para a compreensão do modo como se
constrói e desenvolve a carreira destes professores, e um caminho
se nos afigura possível para a alcançar - o do estudo da
"experiência" por eles "vivida", ao longo do seu percurso
profissional.
Num mundo em constante e acelerada mutação, em que
valores radicando numa cada vez mais omnipresente tecnologia e
numa racionalização tecnocrática, dia a dia mais vincada - que de
meios úteis e necessários parecem, por vezes, querer transformar-
-se em fins sócio-culturais - necessário se torna, por antítese,
um regresso ao sentido do humano, de que a dimensão quotidiana da
vida é, por certo, um meio de apercepção.
A educação não pode ser alheia a este processo e, no
seu contexto,' a formação dos professores, cuja "mudança de rumo"
só se tornará possível, segundo DOMINICÉ (1985, p. 104), se
dependente de "uma génese inscrita na história do adulto".
É neste espírito que se filia o estudo que nos propomos
realizar, - convictos de que a compreensão do "vivido" quotidiano
nos ajudará a percepcionar a construção do "profissional-professor" e a aprender, esperamo-lo, os possíveis diferentes
momentos da sua carreira.(...)
Descrição
Tese de Mestrado em Ciências da Educação (Análise e Organização do Ensino), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1990
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1990 Ciências da educação Professores (Ensino primário) Carreira docente
