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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta análise diacrónica das representações da pobreza entre os finais do século XV e os finais do
século XX, em Portugal, demonstra aquilo que tem sido reiterado por muitos cientistas sociais que sobre
ele se têm debruçado, na actualidade: apesar do fenómeno da pobreza ser inquestionável, observável e
experienciado pela generalidade das pessoas, de uma ou de outra forma, não existe, contudo, uma definição
universal da mesma. Do mesmo modo, ao longo do tempo têm sido múltiplas as causas explicativas
da existência da pobreza, bem como as identidades atribuídas aos pobres e aos agentes assistenciais.
A par disso, as transformações sociais que ocorreram entre aquilo que se designa, normalmente, por
Época Moderna e Época Contemporânea, no mundo ocidental, foram de tal ordem (desde as experiências
imperiais, à escala dos fenómenos militares, às alterações dos padrões demográficos, ou à emergência do
conceito de “Terceiro Mundo”) que se torna impossível elencar, num só estudo, os contextos relevantes
para se poderem refazer as texturas que constituíram as próprias representações. A magnitude da mudança
é de tal ordem que não surpreende que nos cinco séculos de história que ocupam as próximas páginas,
se encontrem múltiplas variações, tensões, conflitos, divergências, rupturas. Mas também inesperadas
continuidades.
Descrição
Palavras-chave
Pobreza Pobres Representações sociais
Contexto Educativo
Citação
Xavier, Ângela Barreto (2017). Imagens de pobres, pobreza e assistência entre os séculos XV e XX. In José Pedro Paiva(Ed.), Portugaliae Monumenta Misericordiarum (Vol. 10), pp. 15-41. Lisboa : União das Misericórdias Portuguesas.
