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Cognição visual : diferenças individuais no tratamento da informação numa população de estudantes universitários

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Resumo(s)

A dissertação que fomos elaborando tem como aspiração, embora sem grandes pretensões e denotando um passo tímido e inseguro de quem começa a aventurar-se num caminho ainda não muito explorado, contribuir para o estudo da Psicologia Experimental, em Portugal. A sua elaboração não foi um processo linear e as expectativas inicialmente esboçadas foram, em confronto com a realidade com que nos fomos deparando, sujeitas a várias mudanças e acertos. O objectivo inicial começou por ser o estudo da imagem mental no que diz respeito à rotação mental. Estudámos as experiências de Shepard e Metzler (1971), que apresentando figuras tridimensionais construídas a partir de pequenos cubos e pedindo aos sujeitos para verificar se as formas eram ou não idênticas, verificaram que o tempo de reacção aumenta linearmente com o aumento de orientação independentemente da complexidade do padrão. Seguidamente os estudos de Podgomy e Shepard (1978) captaram a nossa atenção. Estes estudos dizem respeito às semelhanças que são encontradas nas respostas de sujeitos perante uma situação em que são solicitados a observar um estímulo e a responder a determinada questão acerca desse mesmo estímulo — implicando o recurso à memória — e em situações em que são convidados a imaginarem o estímulo que lhes foi apresentado e a responderem, posteriormente, a questões acerca do mesmo . Finalmente as questões levantadas por Cooper relativamente a diferentes modos de tratamento da informação visual também se revelaram interessantes. Então colocámos a hipótese exploratória de que talvez conseguíssemos encontrar algum tipo de relação entre estes estudos — talvez existisse alguma regularidade entre um determinado modo de tratamento visual de informação e uma melhor performance a nível de rotação mental e/ou melhores resultados nas experiências delineadas por Podgomy e Shepard. Talvez encontrássemos diferenças significativas nos sujeitos e talvez existissem diferenças entre os sexos. Devido a dificuldades de ordem técnica tivemos que abandonar todo este campo de pesquisas e foram as investigações de Cooper e Palmer relativamente às estratégias de tratamento de informação visual sobre as quais nos debruçámos. Pretendíamos, então, a replicação das experiências destes autores mas acrescentando algumas diferenças no que respeita ao material utilizado, mais concretamente, manipulando o tempo de apresentação do estímulo, pelo que necessitávamos, uma vez mais, de suporte informático, que novamente não dispúnhamos, apesar dos esforços realizados pelo orientador no sentido de desbloquear a situação. E foi neste contexto que fomos delimitando o nosso campo de pesquisa e optámos por dar continuidade a um estudo já publicado em 1990 pelo Professor Brito-Mendes: estratégias de tratamento da informação visual. Pretendíamos reproduzir as experiências de Cooper embora manipulando o tempo de apresentação do estímulo e procurar possíveis diferenças entre os sujeitos. Todavia, as condições materiais ainda não se encontravam concretizadas e como o programa só foi instalado muito tardiamente, o número de sujeitos abrangido pela experiência ficou muito aquém das expectativas delineadas. Fica a esperança que os esforços encetados possam servir de apoio a futuros candidatos que, talvez irão encontrar este campo de estudo um pouco mais desbravado. Os aspectos que considero positivos prendem-se com o facto de, na pesquisa bibliográfica, terem sido abrangidos vários domínios do conhecimento dentro da Psicologia Cognitiva, e que foram sendo tratados durante a componente académica do mestrado, nomeadamente a Cognição Visual, Memória e Neurofisiologia. No final tivemos que relembrar também conhecimentos de Análise Estatística.

Descrição

Tese de mestrado em Psicologia (Psicologia Cognitiva), apresentada à Univ. de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1998

Palavras-chave

Psicologia experimental Psicologia cognitiva Cognição visual Diferenças individuais Estudantes universitários Teses de mestrado - 1998

Contexto Educativo

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