Publicação
Ópera Thaïs. Exibições no Teatro de São Carlos no primeiro quartel do século XX e a receção crítico-valorativa na imprensa portuguesa
| dc.contributor.author | Almeida, Palmira Morais Rocha de | |
| dc.date.accessioned | 2017-03-08T14:53:11Z | |
| dc.date.available | 2017-03-08T14:53:11Z | |
| dc.date.issued | 2016 | |
| dc.description.abstract | Anatole France desenvolveu, ao longo da vida, uma apreciável atividade literária, cuja qualidade veio a ser consagrada com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1921, mas foi também um dinâmico militante nos domínios social e político. No tempo da sua formação escolar, era habitual a leitura de textos hagiográficos, em voga na época, onde sempre surge Santa Thaïs, “pecadora”, e a ela associada a figura do monge Paphnuce, obras que constituíram a fonte essencial para o romance Thaïs, cuja ação decorre no Egito, entre o deserto, habitado por eremitas, com uma vida voltada para a ventura espiritual, e a cidade de Alexandria, na qual proliferam os impuros desejos carnais. Jules Massenet, compositor em fase ascensional, entusiasmado com o romance, ajustou com Anatole France a sua adaptação ao teatro, tendo a elaboração do libreto destinado à ópera sido, de comum acordo, entregue a Louis Gallet. A obra musical, com partitura de Massenet, teve a première em Paris no ano de 1894. A estreia em Lisboa, no Real Teatro de São Carlos, aconteceu dez anos depois, na versão italiana do libreto e cantada por uma companhia do país transalpino. A imprensa lisboeta, transmitindo o relevo dado, na época, à ópera como manifestação artística e, em simultâneo, social, fez uma cobertura exaustiva da exibição de Thaïs no São Carlos, incluindo o período anterior à chegada dos artistas, a sua exibição e a crítica à própria ópera e ao desempenho dos cantores, da orquestra e da sua direção. A análise jornalística, vista num plano de diferentes perspetivas, em função da conotação política dos vários periódicos e da visão dos críticos, não pode deixar de ser valorizada no contexto de um enquadramento que extravasa a importância do panorama musical, permitindo escrutinar a relação estabelecida entre o produto resultante da colaboração interartística levada a cabo por Anatole, Massenet e Gallet e o público em Portugal no primeiro quartel do século XX. | pt_PT |
| dc.description.version | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | pt_PT |
| dc.identifier.isbn | 978-989-8814-44-9 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10451/27151 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.peerreviewed | yes | pt_PT |
| dc.publisher | Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) | pt_PT |
| dc.subject | France, Anatole, pseud. Thaïs | pt_PT |
| dc.subject | Massenet, Jules, 1842-1912 | pt_PT |
| dc.subject | Gallet, Louis | pt_PT |
| dc.subject | Teatro de S. Carlos | pt_PT |
| dc.subject | Estudos interartes | pt_PT |
| dc.subject | Estudos de recepção | pt_PT |
| dc.title | Ópera Thaïs. Exibições no Teatro de São Carlos no primeiro quartel do século XX e a receção crítico-valorativa na imprensa portuguesa | pt_PT |
| dc.type | book | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| oaire.awardNumber | UID/ELT/00077/2013 | |
| oaire.awardURI | info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/UID%2FELT%2F00077%2F2013/PT | |
| oaire.fundingStream | 5876 | |
| project.funder.identifier | http://doi.org/10.13039/501100001871 | |
| project.funder.name | Fundação para a Ciência e a Tecnologia | |
| rcaap.rights | openAccess | pt_PT |
| rcaap.type | book | pt_PT |
| relation.isProjectOfPublication | 63f7ef34-7bf2-4c59-8613-c86a37242572 | |
| relation.isProjectOfPublication.latestForDiscovery | 63f7ef34-7bf2-4c59-8613-c86a37242572 |
