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Publicação

Estudo da variação sazonal dos lípidos da cavala e avaliação da bioacessibilidade em modelo digestivo in vitro

datacite.subject.fosCiências Naturais::Ciências Químicaspt_PT
dc.contributor.advisorBandarra, Narcisa Maria Mestre
dc.contributor.advisorRauter, Amélia Pilar,1950-
dc.contributor.authorFerreira, Inês Santinhos
dc.date.accessioned2021-06-02T16:29:09Z
dc.date.available2021-06-02T16:29:09Z
dc.date.issued2020
dc.date.submitted2020
dc.descriptionTese de mestrado em Química, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2020pt_PT
dc.description.abstractA cavala do atlântico, Scomber colias (Gmelin, 1789), é um dos principais recursos piscatórios do mundo. É um peixe pelágico com um grande valor nutricional, devido ao elevado teor de gordura (n-3 PUFA), proteínas e vitaminas do complexo B. A análise química (variação sazonal na composição química, lipídica e bioacessibilidade), foi efetuada em amostras de cavala adquiridas mensalmente no mercado durante o período de um ano (março de 2019-fevereiro de 2020). Entre o período de março e fevereiro foram registadas diferenças significativas em relação ao teor de gordura, apresentando o mínimo em fevereiro (1,3 g/100g) (período de desova) e o máximo em setembro (10,3 g/100g). Em relação ao perfil de ácidos gordos, os SFA registaram um máximo entre março (644,1 mg/100g) e agosto (1184,9 mg/100g). No entanto, a fração dominante foram os PUFA, que entre abril e agosto apresentou valores inferiores a 50%, mas entre setembro e março foi sempre superior a 50 %. Em termos absolutos, os PUFA atingiram o máximo em setembro (5352,6 mg/100g), onde 2473,8 mg/100g correspondem ao ácido docosahexaenóico (DHA) representando assim 46,2 % do total dos PUFA. Em conjunto o EPA + DHA, representam 75 % do total de PUFA e 84 % dos n-3 PUFA. Tendo em atenção que a cavala é rica em PUFA, este peixe apresenta assim vantagens para a saúde, uma vez que já foi reconhecido que o consumo de pelo menos 250 mg/100g dia de DHA conferem benefícios para a saúde mental, nomeadamente para a doença de Alzheimer e na prevenção de processos anti-inflamatórios e doenças cardiovasculares. Abordando a variação sazonal das classes de lípidos, os triacilgliceróis (TAG) foram a principal classe de lípidos com uma variação entre 82,2 % (outubro) e 92,1 % (junho). A fração lipídica polar (PL) é constituída principalmente por PUFA entre 68,6 % em outubro e 74,5 % em março, nomeadamente DHA, sendo que a maior percentagem foi obtida para a cavala magra (março) com 55,1 %. Foram encontradas também elevadas quantidades de PUFA na fração de lípidos não polares (TAG). Com o intuito de estudar a bioacessibilidade dos lípidos totais em particular dos ácidos gordos na amostra de cavala em diferentes épocas do ano e com diferentes percentagens de gordura (2,9 %, 6,2 % e 9,8 %), utilizou-se o modelo de digestão in vitro. Através da TLC analítica pode-se observar a hidrólise total dos TAG nos diferentes meses. De realçar também que a fração maioritária em todos os meses analisados (março, junho e outubro) foram os ácidos gordos livres (FFA) com um máximo de 67,2 % em março e o mínimo de 65,8 % em outubro. Em relação ao perfil de ácidos gordos da fração bioacessível esta apresenta, em geral, valores muito inferiores ao inicial (antes da digestão) como era previsível. A totalidade de cada ácido gordo não fica disponível para absorção após o processo de digestão. Em geral todos os FA apresentam uma bioacessibilidade superior a 50 %, sendo que os ácidos gordos monoinsaturados (MUFA) totais contêm as maiores percentagens com cerca de 77% de bioacessibilidade, em média. Os SFA apresentam uma bioacessibilidade apenas 2 % inferior aos MUFA que comparando com a bioacessibilidade média dos PUFA (57 %) evidencia a maior bioacessibilidade para FA mais saturados. A bioacessibilidade dos PUFA varia entre 53 % e 74 %, em outubro e junho, respetivamente. No caso do EPA e do DHA, a bioacessibilidade do EPA foi superior em 13 % em relação ao DHA, mas ambos apresentam bioacessibilidade inferiores a 70 % nos meses de março e outubro. Apesar das diferenças na bioacessibilidade entre frações e FA, as quantidades finais principalmente de EPA e DHA disponíveis para absorção são suficientes para consumir as doses diárias recomendadas de 250 mg/100g dia de DHA e de 500 mg/100g dia de EPA + DHA para um normal funcionamento do cérebro assim como para prevenir outras doenças, ditando uma vida saudável.pt_PT
dc.description.abstractThe Atlantic chub mackerel, Scomber colias (Gmelin, 1789), is one of the main fisheries resources in the world. It´s a pelagic fish with a high nutritional interest due to its high fat content (n-3 PUFA) high protein contents and vitamins from complex B. Chemical analysis (the seasonal variation in chemical lipid composition and bioacessibility), was performed on samples of chub mackerel acquired monthly in Portuguese market throughout a period of one year (March 2019–February 2020). In the period between March and February significant seasonal changes regarding fat content were noticed, showing a minimum in February (1.3 g /100g) (spawning season) and a maximum in September (10.3 g/100g). Regarding the fatty acids (FA) profile, saturated fatty acids (SFA) recorded a maximum between March (644.1 mg/100g) and August (1184.9 mg/100g). However, the dominant fraction was the polyunsaturated fatty acids (PUFA), which between April and August presented values below 50 %, but between September and march it was always higher than 50 %. In absolute terms, PUFA reached their peak in September (5352.6 mg/100g) where 2473.8 mg/100g correspond to docosahexaenoic acid (DHA), representing 46.2 % of total PUFA. Together EPA + DHA, represented 75 % of total PUFA and 84 % of n-3 PUFA. Considering that chub mackerel is rich in PUFA, this fish has health benefits, since it has already been recognized that the intake of at least 250 mg/100g day of DHA bring benefits for mental health, namely Alzheimer’s disease and in prevention of anti-inflammatory processes and cardiovascular diseases. Regarding the seasonal variation of lipid classes, triacylglycerols (TAG) was the main lipid class with a variation between 82.2 % (October) and 92.1 % (June). Polar lipid fraction (phospholipids) was predominantly constituted by PUFA between 68.6 % in October and 74.5 % in March, namely DHA, the highest percentage was obtained for lean mackerel (march) with 55.1 %. High amounts of PUFA were also found in the nonpolar lipids fraction (TAG). To study the bioacessibility of total lipids in particular the fatty acids in the mackerel sample at different times of the year and with different fat contents (2.9 %, 6.2 % and 9.8 %), the in vitro digestion model was used. Through analytical thin layer chromatography (TLC), total hydrolysis of TAG can be observed in the different months. It should also be noted that the majority fraction in all months (march, June, October) were free fatty acids (FFA) with a maximum of 67.2 % in March and a minimum of 65.8 % in October. Regarding bioacessible fatty acids profile, it generally shows values much lower than the initial (before digestion) as expected. The totality of each fatty acid is not available for absorption after digestion process. In general, all FA have a bioaccessibility of more than 50 %, and total monounsaturated fatty acids (MUFA) contain the highest percentages with about 77 % of bioaccessibility, on average. SFA have a bioaccessibility only 2 % lower than MUFA, which compared to bioaccessibility average of PUFA (57 %), evidences the higher bioaccessibility for more saturated fatty acids. The bioaccessibility of PUFA varies between 53 % and 74 % in October and June, respectively. In the case of EPA and DHA, EPA bioaccessibility was 13 % higher than DHA, but both have bioaccessibility below 70 % in March and October. Despite the differences in bioaccessibility between fractions and FA, the final amounts of EPA and DHA available for absorption are sufficient to intake the recommended daily doses of 250 mg/100g day of DHA and 500 mg/100g day of EPA + DHA for a normal brain function as well as to prevent other diseases, dictating a healthy life.pt_PT
dc.identifier.tid202696243
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/48308
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectSaúde mentalpt_PT
dc.subjectCavala (Scomber colias)pt_PT
dc.subjectÁcidos gordospt_PT
dc.subjectómega-3pt_PT
dc.subjectÁcido docosahexaenóico (DHA)pt_PT
dc.subjectBioacessibilidadept_PT
dc.subjectTeses de mestrado - 2020pt_PT
dc.titleEstudo da variação sazonal dos lípidos da cavala e avaliação da bioacessibilidade em modelo digestivo in vitropt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Químicapt_PT

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