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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação de mestrado propõe uma exploração ecocrítica e pós-colonial nos pontos de
interação entre autores vindos de geografias completamente diferentes do mundo: Mia Couto de
Moçambique e T. Coraghessan Boyle de Estados Unidos da América.
Ao fazer uma comparação de uma série de obras destes contemporâneos e prolíficos autores
através da perspetiva da ecocrítica e pós-colonialismo, alguns entendimentos sobre o significado do
‘meio-ambiente’ são revelados e explorados. Temas da natureza ambiental e pós-colonial abordados
aqui são: a luta pelos direitos da terra e fronteiras; a representação e concessão da voz aos nãohumanos;
visões de apocalipse de foro ambiental; e definições de humano e não-humano. Como
esta dissertação pretende demonstrar, reflexões sobre o meio-ambiente encontram-se dentro de
sistemas de crença ou de uma maneira de ser no mundo que varia bastante e que reflete as
sociedades contemporâneas em que os autores vivem. O que os une é uma exploração humorística
de maneiras como se pode realizar uma concepção de comunidade que é pós-imperial e ecológica
através de uma interrogação do lugar do humano, da natureza e a forma como reiteram conceitos
holísticos que a academia ou não considera ou considera obsoletos, tais como esperança, empatia,
pertença e amor. Estes autores, que escrevem uma forma de ‘ficção profunda’ (expressão que
decorre de deep ecology) defendem que amor e defesa da terra podem servir como catalisadores de
ação social e da justiça ambiental implícita em situação pós-colonial.
Descrição
Tese de mestrado, Estudos Comparatistas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2013
Palavras-chave
Couto, Mia, pseud. - Crítica e interpretação Boyle, Thomas Coraghessan, 1948- - Crítica e interpretação Ecologia - Na literatura Natureza - Na literatura Ecocrítica Teses de mestrado - 2013
