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"O ano que mudou as nossas vidas" : trajetórias de adaptação de pais de crianças com leucemia

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Resumo(s)

O cancro pediátrico tem um impacto não só na criança, como nos restantes ele-mentos da família e no sistema familiar como um todo. Contudo, é ainda escassa a inves-tigação sobre a experiência subjetiva dos pais do sexo masculino quando o(a) filho(a) apresenta um diagnóstico de cancro pediátrico. O presente estudo teve como principal objetivo compreender a perspetiva de pais do sexo masculino sobre as trajetórias famili-ares ao longo do primeiro ano após o diagnóstico de leucemia do(a) filho(a). A investiga-ção, de caráter exploratório, adotou uma metodologia qualitativa, tendo sido conduzidas entrevistas semi-estruturadas. A amostra foi constituída por onze pais entre 31 e 47 anos de idade, cujos filhos, entre 3 e 12 anos de idade, tinham sido diagnosticados com leuce-mia seis a doze meses antes do estudo. Os resultados sugerem que os pais se encontram numa trajetória tendencialmente adaptativa, dado o equilíbrio que parece existir entre as exigências decorrentes da doença dos filhos (e.g., impacto negativo particularmente na fase inicial de diagnóstico-tratamento) e as potencialidades reveladas pela família. Con-siderando os recursos (e.g. qualidade da relação conjugal; apoio da rede social), quer ao nível das estratégias de coping (e.g., estratégias de assimilação). Este equilíbrio entre exi-gências e potencialidades parece ser favorecido pela interação com as significações que evidenciam uma perceção negativa da situação compensada por uma perceção positiva do casal e da família, e uma perceção positiva do contexto envolvente. As implicações dos resultados do presente estudo para a investigação e para a intervenção psicológica com famílias de crianças com cancro são discutidas à luz do contexto científico da Psico-logia da Família.
Pediatric cancer affects not only the ill child but all the other family members and the family as a whole system. To date, very little is known about the fathers’ subjective ex-perience when the child has a cancer diagnosis. This study’s main goal was to understand the views of fathers of children with leukemia on their families’ trajectories throughout the first year after the child’s diagnosis. In this exploratory study, within a qualitative approach, individual semi-structured interviews were carried out. Participants were eleven fathers, 31 and 47, of children between 3 and 12 years old, who had been diagnosed with leukemia 6 to 12 months prior to the study. The results suggest that fathers tend to follow an adaptive trajectory, given the balance that seems to exist between the challenges of the disease of their children (e.g. negative impact, especially in the diagnosis and initial treatment) and the strengths revealed by the family. Considering the resources (e.g. qual-ity of the marital relationship; support of social network), both in terms of coping strate-gies (e.g., assimilation strategies). This balance between requirements and capabilities seems to be favored by the interaction with the meanings that evidence a negative per-ception of the situation compensated by a positive perception of the couple and the family, and a positive perception of the surrounding context. Important implications for research and clinical work with families of children with cancer are discussed in the light of Family Psychology.

Descrição

Tese de Mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Sistémica), 2014

Palavras-chave

Parentalidade Cancro Leucemia Stress parental Bem-estar subjectivo Estratégias de coping Teses de mestrado - 2014

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