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Orientador(es)
Resumo(s)
Individuals with cardiovascular (CV) disease have a higher risk of fragility fractures and individuals with low bone mineral density (BMD) have more CV events and higher mortality. In spite of sharing many risk factors, OP and atherosclerosis are thought to have common pathophysiological pathways. We hypothesize that patients with advanced carotid atherosclerosis have lower BMD than the expected for their gender and age. A clinical protocol for OP and CV risk factors evaluation, blood sample collection, Doppler ultrasound and dual-energy x-ray absorptiometry were performed in a group of 73 patients undergoing carotid endarterectomy. Uni and multivariate analyses were carried out to evaluate the association between the two diseases, adjusting to relevant confounders and covariates whenever needed. Patients with severe carotid stenosis are significantly in the stage of osteopenia, but they do not have a lower BMD than the expected taking into account gender and age. Although there is no significant correlation between stenosis percentage and BMD and vitamin D levels, the relationship between these variables tends to be negative. Homocysteine serum levels are independently associated with osteoporosis diagnosis. Homocysteine can be a marker for both cardiovascular disease and osteoporosis.
O risco de fractura osteoporótica está aumentado em indivíduos com doença cardiovascular (CV) e, por outro lado, nos indivíduos com baixa massa óssea existe um excesso de eventos e mortes CV. Apesar da osteoporose (OP) e da aterosclerose partilharem diversos factores de risco, alguns trabalhos sugerem uma associação independente entre as duas doenças. Neste estudo testámos a hipótese de que os doentes com aterosclerose carotídea grave têm densidade mineral óssea (DMO) inferior ao esperado tendo em conta o sexo e idade. Foi aplicado um protocolo clínico para avaliação de factores de risco para aterosclerose e OP, colhida uma amostra de sangue em jejum, realizado ecodoppler carotídeo e densitometria óssea a um grupo de 73 doentes submetidos a endarterectomia carotídea. Foram utilizadas análises uni e multivariadas para avaliar a associação entre estas duas entidades, ajustando para confundidores e co-variáveis relevantes. Os doentes com aterosclerose carotídea grave estão significativamente num estádio de osteopénia mas não têm uma DMO inferior ao esperado para o sexo e idade. Constatámos uma tendência negativa na relação entre a gravidade de estenose e a DMO e os níveis de vitamina D, embora estatisticamente não significativa. Por outro lado os níveis séricos de homocisteína associam-se de forma independente à presença de osteoporose. A homocisteína poderá ser um marcador para doença cardiovascular e osteoporose.
O risco de fractura osteoporótica está aumentado em indivíduos com doença cardiovascular (CV) e, por outro lado, nos indivíduos com baixa massa óssea existe um excesso de eventos e mortes CV. Apesar da osteoporose (OP) e da aterosclerose partilharem diversos factores de risco, alguns trabalhos sugerem uma associação independente entre as duas doenças. Neste estudo testámos a hipótese de que os doentes com aterosclerose carotídea grave têm densidade mineral óssea (DMO) inferior ao esperado tendo em conta o sexo e idade. Foi aplicado um protocolo clínico para avaliação de factores de risco para aterosclerose e OP, colhida uma amostra de sangue em jejum, realizado ecodoppler carotídeo e densitometria óssea a um grupo de 73 doentes submetidos a endarterectomia carotídea. Foram utilizadas análises uni e multivariadas para avaliar a associação entre estas duas entidades, ajustando para confundidores e co-variáveis relevantes. Os doentes com aterosclerose carotídea grave estão significativamente num estádio de osteopénia mas não têm uma DMO inferior ao esperado para o sexo e idade. Constatámos uma tendência negativa na relação entre a gravidade de estenose e a DMO e os níveis de vitamina D, embora estatisticamente não significativa. Por outro lado os níveis séricos de homocisteína associam-se de forma independente à presença de osteoporose. A homocisteína poderá ser um marcador para doença cardiovascular e osteoporose.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2014
Palavras-chave
Osteoporose Aterosclerose carotídea Doença cardiovascular Reumatologia
