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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Uma das figuras mais marcantes da cultura artística portuguesa da segunda metade do século XIX, Rafael Bordalo Pinheiro foi um empreendedor multifacetado trilhando um percurso próprio que o fez viajar não só pelo estrangeiro como dentro do próprio país. Esta propensão para a viagem e a aquisição de informação/inspiração no terreno traduziu-se numa cultura viática que se refletiu nas obras por si produzidas, levando-o a uma criação eclética e prolífera refletindo as preocupações do seu próprio tempo.
Este artigo propõe cartografar as viagens do artista não só intramuros mas também no estrangeiro cristalizando a produção criativa daí decorrente e contextualizando-a numa perspetiva de olhares cruzados e múltiplas dinâmicas e ressonâncias. Inserida num país iminentemente rural, a obra de Rafael Bordalo Pinheiro condensa em si uma vivência atenta e critica que sublinha o atraso de um país agrário e bucólico, fechado sobre si próprio num campesinato pitoresco, a resistir ao progresso técnico saído da Revolução Industrial tão largamente defendido pelo artista.
Descrição
Palavras-chave
Arte Viagem Cultura
Contexto Educativo
Citação
In: Convocarte, nº15 (dez. 2023): Arte e mobilidade, p. 94-110
Editora
Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
