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Obras de arte educacionais emancipadas: participar na construção de outros imaginários políticos

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Desde os anos 2000, manifestam-se com mais ocorrência na arte contemporânea preocupações como a participação do público, a criação de espaços independentes de reflexão, a ocupação da cidade, a discussão de políticas públicas e o questionamento crítico político sobre os eventos mais urgentes da sociedade, a partir da aproximação com movimentos ativistas e comunitários. Faz parte desse fenômeno a estratégia dos artistas de se utilizarem dos processos educacionais e de investigação, em associação com outros campos do conhecimento. É clara a influência do conjunto teórico de pensadores como Paulo Freire, Ivan Illich e Jacques Rancière para a autonomia e a horizontalidade dessas proposições, assim como para uma ideia mais geral de emancipação, que acompanha a participação, a colaboração e a formação de comunidades, sobretudo para o período artístico de 2000 a 2013, na perspectiva colocada aqui. A partir da historiografia da arte, este artigo apresenta uma discussão sobre obras de arte educacionais de artistas que trabalham fora de coletivos, mas de forma coletiva, tais como Sarah Pierce, Henriette Heise e Jakob Jakobsen, Jorge Menna Barreto, Ricardo Basbaum, Fábio Tremonte e Graziela Kunsch, importantes para a construção de espaços de conversa crítica e imaginários políticos.

Descrição

Palavras-chave

Arte Contemporânea Arte Participativa Artivismo Virada Educacional Pedagogias Críticas

Contexto Educativo

Citação

In: Convocarte, nº13 (dez. 2022): Arte e paideia, p. 242-267

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Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

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