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Publicação

Adjuvant endocrine therapy for the treatment of early breast cancer : real world effectiveness, tolerability and adherence

datacite.subject.fosCiĂȘncias MĂ©dicas::Medicina ClĂ­nicapt_PT
dc.contributor.advisorCosta, LuĂ­s AntĂłnio Marques da
dc.contributor.authorFerreira, Arlindo
dc.date.accessioned2021-06-11T16:26:00Z
dc.date.available2021-06-11T16:26:00Z
dc.date.issued2020-10
dc.date.submitted2020-01
dc.description.abstractO tratamento hormonal adjuvante de doentes com carcinoma da mama melhora a sobrevivĂȘncia global. O uso em contexto de mundo real, efetividade, tolerabilidade e adesĂŁo a inovaçÔes recentes da terapia hormonal adjuvante de cancro da mama nĂŁo estĂĄ bem caracterizado. Para abordar estes pontos e assim apoiar a tomada de decisĂŁo de doentes-mĂ©dicos e a investigação clĂ­nica futura desenvolvemos uma sĂ©rie de projetos com o propĂłsito de: 1) descrever a implementação na prĂĄtica clĂ­nica de mundo real de inovaçÔes recentes no campo da terapia hormonal adjuvante de cancro da mama e sumarizar a sua efetividade, 2) quantificar o impacto da terapia hormonal adjuvante na qualidade de vida das doentes e 3) quantificar a adesĂŁo e persistĂȘncia das doentes Ă  terapia hormonal adjuvante. Para concluir estas tarefas utilizĂĄmos diferentes estudos de coorte e aplicĂĄmos mĂ©todos padrĂŁo e inovadores de anĂĄlise de dados. Fazendo recurso de duas coortes retrospetivas derivadas do Registo OncolĂłgico Regional do Sul, a primeira com ~1300 mulheres pĂłs-menopĂĄusicas e a segunda com ~1700 mulheres prĂ©-menopĂĄusicas, identificĂĄmos que quer os inibidores da aromatase (IA) quer a supressĂŁo da função ovĂĄrica (SFO) foram introduzidos com sucesso na prĂĄtica clĂ­nica apĂłs publicaçÔes cientĂ­ficas de referĂȘncia em 2005 e 2014, respetivamente. Na coorte pĂłs-menopĂĄusica, 41% das doentes receberam um IA (16% em monoterapia e 25% em sequĂȘncia) e 59% tamoxifeno com diferenças por centro. ApĂłs um acompanhamento mediano de 6.3 anos, os IA associaram-se a melhor sobrevivĂȘncia global (SG) quando comparados com tamoxifeno (HR-ajustado 0.5, IC 95% 0.37-0.81). Fazendo recurso complementar de uma coorte retrospetiva estado-unidense de ~800 mulheres pĂłs-menopĂĄusicas com tumores lobulares, registĂĄmos resultados semelhantes e nĂŁo foi identificada heterogeneidade de eficĂĄcia por tipo histolĂłgico, em especĂ­fico quando comparando carcinomas lobulares puros a carcinomas ductais e lobulares mistos. Na coorte prĂ©-menopĂĄusica, 17% das doentes foram tratadas com SFO com um crescimento substancial do uso de 2014 em diante (16% vs. 25% apĂłs 2014), particularmente para a combinação com IA (0.4% vs. 8% apĂłs 2014). ApĂłs um acompanhamento mediano de ~3 anos, doentes tratadas com SFO tiveram melhor SG que doentes nĂŁo tratadas com SFO (HR-ajustado 0.44, IC 95% 0.19-0.96). Fazendo recurso de uma sub-coorte de ~4300 doentes com cancro da mama com resultados reportados por doente (patient reported outcomes) disponĂ­veis do estudo CANTO, uma coorte prospetiva francesa, descrevemos um impacto substancial do tratamento na qualidade de vida (QdV) 2 anos apĂłs o diagnĂłstico. Usando o C30 summary score da EORTC, um resultado compĂłsito de vĂĄrias funçÔes e sintomas, a terapia hormonal, mas nĂŁo a quimioterapia, teve um impacto persistente na QdV 2 anos apĂłs o diagnĂłstico com diferenças nos domĂ­nios impactados. Adicionalmente, expusemos um efeito diferencial do tratamento por estado menopausico: em doentes prĂ©-menopĂĄusicas a quimioterapia parece ser o promotor principal da deterioração de domĂ­nios de QdV, enquanto que em doentes pĂłs-menopĂĄusicas foi a terapia hormonal o promotor principal da deterioração da QdV. Finalmente, fazendo recurso de uma segunda sub-coorte de ~1200 derivada do estudo CANTO e de doentes que estavam a tomar tamoxifeno e com avaliação sĂ©rica do tamoxifeno, identificĂĄmos que 1 em cada 6 mulheres (16%) eram nĂŁo-aderentes ao tratamento, i.e. tinham os valores sĂ©ricos de tamoxifeno abaixo da linha de corte de adesĂŁo. Esta proporção foi maior que aquela auto-reportada (12.3%). ApĂłs um acompanhamento mediano de 2 anos apĂłs a avaliação do tamoxifeno sĂ©rico, doentes nĂŁo aderentes quando avaliadas por via bioquĂ­mica tiveram uma sobrevivĂȘncia livre de recidiva Ă  distĂąncia mais curta (HR-ajustado de 2.31, IC 95% 1.05-5.06). Este trabalho detalhou a cinĂ©tica de introdução na prĂĄtica clĂ­nica de inovaçÔes recentes na terapia hormonal adjuvante. Adicionalmente, revelou evidĂȘncia de mundo real da efetividade de IA e SFO adjuvantes. Estes dados sugeriram porĂ©m que para uma proporção substancial de doentes a terapia hormonal leva a um impacto persistente e negativo na QdV, especialmente em mulheres pĂłs-menopĂĄusicas, tal como a uma proporção alarmante de nĂŁo-adesĂŁo ao tratamento, atĂ© certo ponto relacionada com questĂ”es de tolerabilidade.pt_PT
dc.description.abstractAdjuvant endocrine therapy leads to substantial gains in breast cancer survival outcomes. The real-world use, effectiveness, tolerability and adherence to recent innovations in the field of adjuvant endocrine therapy for breast cancer is not well characterized. To tackle these concerns and hence help patient-physician decision making and future clinical research we developed a series of projects aiming to: 1) describe the implementation in real-world practice of recent innovations in the field of adjuvant endocrine therapy for breast cancer and summarize its effectiveness, 2) quantify adjuvant endocrine therapy impact on patients’ quality of life and 3) quantify patients adherence and persistence to adjuvant endocrine therapy. To do this, we used different cohort studies and applied standard and novel statistical methods. Using two retrospective cohorts from Southern Portugal Cancer Registry, one of ~1300 postmenopausal women and the other of ~1700 premenopausal women, we identified that both aromatase inhibitors (AI) and ovarian function suppression (OFS) were successfully introduced in clinical practice after landmark publication in 2005 and 2014, respectively. In the postmenopausal cohort, 41% of patients received an AI (16% as monotherapy, 25% as sequential therapy) and 59% tamoxifen with differences by center. After a median follow-up of 6.3 years, AI use was associated with a better overall survival (OS) when compared with tamoxifen (adjusted-HR 0.55, 95% CI 0.37-0.81). Using a complementary retrospective US cohort of ~800 postmenopausal women with lobular tumors, similar findings were registered and no heterogeneity in efficacy was recorded by histology, in specific comparing pure lobular carcinomas to mixed ductal and lobular carcinomas. In the premenopausal cohort, 17% of patients were treated with OFS with a substantial increase of its use from 2014 onward (16% vs. 25% after 2014), particularly for the combination with AI (0.4% vs. 8% after 2014). After a median follow-up of ~3 years, patients treated with OFS had a better OS than those not treated with OFS (adjusted-HR 0.44, 95% CI 0.19-0.96). Using a sub-cohort of ~4300 breast cancer patients with available patient reported outcomes from CANTO, a nationwide French prospective cohort, we described a substantial impact of treatment on QoL 2 years after diagnosis. Using the EORTC C30 summary score, a composite score of several functions and symptoms, endocrine therapy but not chemotherapy had a persistent impact on QoL 2 years after diagnosis with differences by specific domains. In addition, we uncovered a differential effect of treatment by menopausal status: in premenopausal patients CT seems to be the predominant driver of QoL domains deterioration, whereas in postmenopausal patients it was ET the predominant driver of QoL deterioration. Finally, using a second sub-cohort of ~1200 patients from CANTO that were taking adjuvant tamoxifen and with serum assessment of tamoxifen, we identified that 1 in every 6 women (16%) were non-adherent, i.e. had serum tamoxifen levels were below the adherence threshold. This proportion was higher than the self-reported rate of non-adherence (12.3%). After a median follow-up time of 2 years from tamoxifen serum assessment, biochemically defined non-adherent patients had a shorter DDFS (adjusted-HR of 2.31, 95% CI 1.05-5.06). This work detailed the kinetics of introduction in clinical practice of recent adjuvant endocrine treatment innovations. In addition, it provides real-world evidence of the effectiveness of adjuvant AIs and OFS. Nevertheless, it suggests that for a substantial number of patients endocrine therapy leads to a persistent negative impact on QoL, especially in postmenopausal women, and to an alarming proportion of non-adherence to treatment, to a certain extent related to tolerability issues.pt_PT
dc.identifier.tid101518668pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/48473
dc.language.isoengpt_PT
dc.subjectCancro de mama precocept_PT
dc.subjectTratamentos adjuvantespt_PT
dc.subjectHormonoterapiapt_PT
dc.subjectEfetividade terapĂȘuticapt_PT
dc.subjectQualidade de vidapt_PT
dc.subjectAdesĂŁo ao tratamentopt_PT
dc.subjectTeses de doutoramento - 2020pt_PT
dc.titleAdjuvant endocrine therapy for the treatment of early breast cancer : real world effectiveness, tolerability and adherencept_PT
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
person.familyNameFerreira
person.givenNameArlindo
person.identifier.ciencia-idF112-254C-6DC4
person.identifier.orcid0000-0002-1567-9322
person.identifier.scopus-author-id56707990400
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typedoctoralThesispt_PT
relation.isAuthorOfPublication9192e5a3-8f47-42b4-9192-abd1484d32f1
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery9192e5a3-8f47-42b4-9192-abd1484d32f1
thesis.degree.nameTese de doutoramento, Medicina (Oncologia), Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2020pt_PT

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