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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O jornalismo atravessa um período de turbulência, assinalado pela diminuição do
número de vendas de publicações impressas e, ao mesmo tempo, pelo surgimento de
novos media. A resposta por parte dos meios de comunicação social (MCS) tem passado
pela adaptação a este quadro (Compton & Bennedeti, 2010; Garcia et al., 2018). A par da
aposta na reformulação do produto, doravante em formato digital, e dos meios
mobilizados no seu fabrico, as empresas sujeitam-se a processos de reengenharia,
reduzindo custos por via quer da redução de efetivos, quer do recurso a vínculos
temporários, como estágios e contratos a termo certo ou de prestação de serviços
(“recibo-verde”).
2 O objetivo deste artigo é analisar estas transformações à luz dos percursos
socioprofissionais de ex-jornalistas. A atual morfologia das relações de trabalho
dificulta uma definição precisa desta categoria. A limitação do universo a quem chegou
a deter a carteira profissional poderia, como se constatará, revelar-se demasiado
restritiva. Como tal, considerou-se ex-jornalista toda a pessoa que, tendo exercido
jornalismo, não se encontra presentemente a desenvolver a atividade. O estudo do
jornalismo a partir da experiência de quem já não o exerce permite compreender o que
motivou a rutura com a profissão, bem como identificar as novas áreas de emprego (ou
de desemprego) e a sua proximidade com os MCS.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Matos, J. N. (2020). Do jornalismo ao seu abandono: uma análise a partir do percurso de ex-jornalistas em Portugal [From journalism to its abandonment: an analysis based upon the socioprofessional course of former journalists]. Comunicação Pública Vol.15 nº 29
