Publicação
Aspectos cognitivos e linguísticos no raciocínio inclusivo em crianças de 5/6 anos
| datacite.subject.fos | Domínio/Área científica::Ciências Sociais::Psicologia | pt_PT |
| dc.contributor.advisor | Lourenço, Orlando Martins, 1944- | |
| dc.contributor.author | Castelo Branco, Joana Vilhena, 1968- | |
| dc.date.accessioned | 2018-05-09T20:47:51Z | |
| dc.date.available | 2018-05-09T20:47:51Z | |
| dc.date.issued | 2002 | |
| dc.description | Tese de mestrado em Psicologia (Desenvolvimento Humano), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2002 | pt_PT |
| dc.description.abstract | Esta dissertação teve como objectivo contribuir para o esclarecimento da natureza do raciocínio inclusivo: saber se esta forma de raciocínio é uma competência fundamentalmente operatória, como Piaget sempre defendeu, ou sobretudo uma competência funcional, uma competência na dependência de diversos factores de desempenho, especialmente linguísticos, como muitos dos seus críticos dão a entender. Consta de dois estudos, envolvendo cada um 48 crianças de 5/6 anos. Todas as crianças envolvidas nestes dois estudos eram crianças de nível intermédio em termos do seu desenvolvimento cognitivo, tal como avaliado numa prova Piagetiana de conservação do número. O Estudo 1 procurou reproduzir parcialmente a investigação de Carpendale, McBride e Chapman (1996). Metade das crianças foi submetida à versão clássica de uma prova de inclusão de classes e a outra metade respondeu a uma pergunta de comparação entre as duas subclasses, antes de responder à pergunta-teste da referida prova. A ideia era verificar se a segunda condição melhorava significativamente o desempenho das crianças na pergunta-teste de tal prova. O Estudo 2 analisou em que extensão a introdução de uma pergunta prévia de comparação entre subclasses facilitava o raciocínio inclusivo das crianças, no caso da utilização de três, em vez de duas subclasses. Os dois estudos analisaram também em que medida o raciocínio inclusivo das crianças envolvia ou não conhecimento necessário, um tipo de conhecimento que, segundo Piaget, é central na definição de uma competência operatória. Em ambos os estudos, o desempenho das crianças foi avaliado em termos dos seus juízos apenas e em termos dos seus juízos com justificações. Tomados em conjunto, os resultados dessa dissertação mostram que: (a) quando se elege como critério de sucesso apenas os juízos da criança, a introdução de uma pergunta prévia de comparação entre as subclasses não melhora o seu nível de desempenho numa prova de inclusão com duas subclasses; (b) acontece o contrário na prova com três subclasses; (c) o nível de desempenho é sempre menor quando se utiliza o critério de juízos com justificações, caso em que, independentemente do número de subclasses envolvidas, a diferença de desempenho entre as condições linguísticas deixa de ser significativa; (d) a maioria das crianças de 5/6 não domina ainda o raciocínio inclusivo; e (e) praticamente nenhuma criança tem sucesso na pergunta de conhecimento necessário relativa à inclusão de classes. Tudo bem considerado, ambos os estudos parecem reforçar a ideia Piagetiana de que o raciocínio inclusivo é mais uma competência operatória do que funcional. Provavelmente, é a própria dificuldade com este tipo de raciocínio que leva as crianças pré-escolares a interpretarem erradamente a pergunta-teste da prova clássica de inclusão de classes. | pt_PT |
| dc.description.abstract | This thesis aims to contribute to the understanding of the cognitive nature of class-inclusion reasoning. It examines whether this form of reasoning is a predominantly operational competence or a fundamentally functional skill, subject to the influence of various performance factors, namely the linguistic ones. If the former position was that adopted by Piaget, the latter has been embraced by many of his critics. This work consists of two studies, each involving 48 children aged 5/6. In Piagetian terms, all the children were intermediate according to a classical number conservation task. Study 1 aimed to be a partial replication of the Carpendale, McBride, and Chapman 1996 research. Half of the children were confronted with the typical version of a class-inclusion task; the other half was asked to answer a subclass comparison question before answering the main question in the task. The idea was to examine whether the subclass comparison question would lead to a substantial increase in children's performance on the task at hand. Study 2 examined to what extent the introduction of a prior subclass comparison question would improve children's inclusive reasoning when three, rather than two, subclasses were used. In both studies, we also analyzed to what extent children's performance on the task at hand could be considered a case of necessary knowledge, a kind of knowledge that according to Piaget is crucial to his definition of an operational competence. Children's performance on both studies was assessed according to two criteria: judgements only, and judgements plus justifications. Taken together, the results of this dissertation show that: (a) when children's performance was based on the judgements-only criterion, the introduction of a prior question of subclass comparison did not improve their success in a two-subclass inclusion task; (b) the opposite happened in a three-subclass inclusion task; (c) regardless of the number of subclasses involved, children's performance was higher when the judgement-only, rather than the judgements plus justifications, criterion was used, which means that performance differences between linguistic conditions were no longer relevant; (d) most of the 5/6-year-old children involved in these studies did not display inclusive reasoning; and (e) practically no children were successful in answering the necessary knowledge question related to class inclusion. All in all, both studies seem to reinforce Piaget's idea that class-inclusion reasoning is an operational, rather than a functional, competence. In other words, it is the cognitive difficulty involved in such type of reasoning rather than its dependence upon linguistic factors that seems to lead preschool children to misinterpret the test-question in a typical class-inclusion task. | pt_PT |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10451/33298 | |
| dc.language.iso | por | pt_PT |
| dc.subject | Raciocínio inclusivo | pt_PT |
| dc.subject | Crianças | pt_PT |
| dc.subject | Aspectos cognitivos | pt_PT |
| dc.subject | Aspectos linguísticos | pt_PT |
| dc.subject | Teses de mestrado - 2002 | pt_PT |
| dc.title | Aspectos cognitivos e linguísticos no raciocínio inclusivo em crianças de 5/6 anos | pt_PT |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | restrictedAccess | pt_PT |
| rcaap.type | masterThesis | pt_PT |
| thesis.degree.name | Mestrado em Psicologia | pt_PT |
