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Orientador(es)
Resumo(s)
Espaços esquecidos e abandonados onde os seres biológicos impõem a sua presença com escasso
controlo humano são presenças bastante comuns nas cidades contemporâneas. No entanto são
vistos normalmente com criticismo. Reverter as ruínas e ocupar os espaços vacantes gerados pelo
abandono e a negligência através de investimentos vultuosos de capital em operações de
regeneração urbana têm sido as propostas mais frequentes de técnicos e políticos.
Nesta comunicação pretendemos suscitar um olhar diferente sobre as paisagens urbanas
abandonadas. Chamamos a atenção para o valor ecológico e paisagístico desses espaços, realçando o
potencial que tais interstícios selvagens no tecido da cidade podem ter na construção de um futuro
urbano mais sustentável. Usando a abordagem estética do paisagismo naturalista, são equacionadas
hipóteses de intervenção alternativas aos modelos convencionais de regeneração urbana a partir de
uma revisão de experiências internacionais. Terminamos com uma reflexão sobre as suas possíveis
aplicações a terrains vagues da Lisboa oriental.
Descrição
Palavras-chave
Terrain vague Tiers paysage naturalismo selvagem urbano ecologia urbana
