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Traços de personalidade, resiliência e perturbação de pós-stress traumático numa amostra da população geral portuguesa

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Resumo(s)

Vários estudos mostram que a personalidade, em particular o Neuroticismo e a Extroversão, intervém como mediadores entre a experiência de situações stressantes e o eventual desenvolvimento de sintomas de Perturbação Pós-Stress Traumático (PPST). Alguns estudos focam mais especificamente a função mediadora da resiliência. Não é claro, no entanto, qual é o peso relativo da resiliência e de outros fatores da personalidade na PPST ou se a resiliência medeia o efeito de todos os fatores da personalidade. O presente estudo tem como objetivo avaliar quais os traços de personalidade que mais se relacionam com a sintomatologia de PPST e com a resiliência e, verificar se a resiliência medeia o efeito dos traços de personalidade pertinentes. A investigação incide sobre uma amostra da população geral portuguesa (N=338), incluindo indivíduos de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e os 83 anos. Os instrumentos utilizados são: Escala de Resiliência de Connor-Davidson – CD-RISC (Faria, J. & Ribeiro, M. T, 2011); Inventário dos Cinco Fatores – NEO-FFI (Lima & Simões, 2000) e PTSD Checklist for DSM-5 (PCL-5) (Duarte-Silva, Gonçalves e Calado; Faculdade de Psicologia da UL, 2016). Os resultados confirmam a influência do Neuroticismo e da Extroversão, mas também da Abertura à experiência e da Amabilidade sobre a sintomatologia de PPST. Com exceção da Abertura à experiência, estes traços influenciam igualmente a resiliência. No entanto, só o efeito da Extroversão e Amabilidade sobre a sintomatologia de PPST parece ser total ou parcialmente mediado pela resiliência. A investigação vem mostrar a importância de considerar todos os traços de personalidade e de ter em conta o seu efeito direto sobre a sintomatologia de PPST, além do efeito mediado pela resiliência enquanto dimensão psicológica específica. A presente investigação apresenta resultados interessantes, abrindo caminhos de sugestão e exploração para investigações mais profundas sobre este tema.
Several studies show us that the personality, especially the neuroticism and the extroversion, act like mediators between the way we experience stressful situations and the possible development of Post-Traumatic Stress disorder (PTSD). There’s some studies that keep their focus specifically in mediator function of resilience. However, it’s not clear which is the relative impact of resilience and other personality factors on PTSD or if resilience itself mediates the effect of all the personality factors. The present study aims to evaluate which are the personality traits that most relate with the symptomatology of PTSD and with the resilience, while verifying if the resilience is a significant mediator agent of the personality traits effect. This investigation falls upon a sample of the general Portuguese population (N=338), including both sexes, with the ages between 18 and 83 years old. The instruments used are: Escala de Resiliência de Connor-Davidson – CD-RISC (Faria, J. & Ribeiro, M. T., 2011); Inventário dos Cinco Fatores – NEO-FFI (Lima & Simões, 2000) e PTSD Checklist for DSM-5 (PCL-5) (Duarte-Silva, Gonçalves e Calado; Faculdade de Psicologia da UL, 2016). The results confirm the influence of Neuroticism and Extroversion, but also of Openness to experience and Agreeableness upon the symptomology of PTSD. Excluding only the Openness to experience, these traits have equal influence in the resilience. However, only the effect of Extroversion and Agreeableness on the symptomatology of PTSD seems to be total or partially mediated by the resilience. This investigation shows us the importance of taking in consideration all of personality traits and their direct effect on PTSF symptomatology, besides the effect mediated by resilience as a specific psychologic dimension. The present investigation shows interesting results, opening new ways of suggesting and exploring for further investigations about this subject.

Descrição

Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2018

Palavras-chave

Personalidade Resiliência Stress pós-traumático População portuguesa Teses de mestrado - 2018

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