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Resumo(s)
A área geográfica que corresponde à zona de Belém, em
Lisboa, é o caso mais paradigmático de inscrição e condensação
no espaço público português de uma memória alusiva ao império
colonial português. O Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de
Belém, a Praça do Império e seus Jardins - onde decorreu, em
1940, a Exposição do Mundo Português - o Padrão dos Descobrimentos,
convertem esta zona num «complexo de memória»
associado à experiência imperial portuguesa. Funcionando
como uma síntese simbólica da identidade nacional, na qual a
figura do império é um componente central, este «complexo
mnemónico» constitui, nas palavras de Jorge Freitas Branco,
«uma plateia pública de acesso permanente ao quadro das referências
sacralizadas da nação» e). Mas por outro lado constitui,
também, um observatório para a interrogação teórica das complexidades
inerentes à composição e disseminação das memórias
públicas.
Descrição
Palavras-chave
Memória Património cultural
Contexto Educativo
Citação
Peralta, E. (2013). A composição de um complexo de memória: o caso de Belém, Lisboa. In Domingos, N. & Peralta, E. (orgs) (2013). Cidade e império: dinâmicas coloniais e reconfigurações pós-coloniais (pp. 361-407). Lisboa: Edições 70
