| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 3.66 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
A escolha do tema desta investigação prende-se com aspectos relacionados
com o percurso pessoal, profissional e ainda com dados culturais.
O Interesse pela actividade das crianças, a forma como aprendem e
como fazem extrapolações dos seus conhecimentos, por um lado, e o gosto
pela matemática, pelos números e pelas contas motivaram muito a escolha
deste tema para a dissertação.
Em termos profissionais o trabalho no Serviço de Psicologia e Orientação
de uma escola com uma população com idades compreendidas entre os 3 e os
16 anos permite observar e analisar problemas de índole cognitiva
motivacional e pedagógica que condicionam o sucesso de alguns alunos. É frequente em meios escolares ouvir crianças falar da matemática com
entusiasmo e outras com desdém, como uma obrigação.
É vulgar ouvir alunos falar da disciplina de matemática como de algo desagradável,
fonte de descontentamento, ou seja, de classificações baixas, de
negativas. Podemos constatar este facto se observarmos as pautas de final de
período ou de ano lectivo de qualquer ciclo de ensino.
O insucesso em matemática é assunto que interessa e preocupa todos:
alunos, professores, pais, psicólogos, governantes, etc.
• Os alunos sentem-se incomodados com os fracos resultados nessa
disciplina, com o facto de não perceberem como se chega àquele resultado
ou com enorme variedade de fórmulas específicas para
resolver exercícios.
• Os professores que desde muito cedo podem observar as fracas expectativas
dos seus alunos e talvez também as suas em relação ao sucesso,
sentem-se incomodados, alguns preocupados, porque resultados
baixos podem pôr em causa a pedagogia, a avaliação e fazem
certamente correr muita tinta em relatórios para justificar o número de
níveis inferiores a três e propor medidas remediativas.
• Os pais embora não acompanhem muito os seus filhos na escola, têm
sempre uma palavra a dizer principalmente quando as coisas não correm
bem e é necessário encontrar justificação para o insucesso.
• Os governantes, principalmente do Ministério da Educação, mas não
só, que deveriam fazer uma análise crítica dos resultados escolares
dos alunos, das pedagogias utilizadas, dos recursos das escolas e
equacionar os dados de forma a reajustar a situação, tendo em vista não só a formação que pretendem proporcionar mas também a forma
de a pôr em prática de acordo com as exigências que se colocam ao
homem nesta passagem de século.
• Para os psicólogos que pretendem compreender e explicar os resultados
obtidos e são chamados a intervir no processo de ensino aprendizagem,
parece ser ainda um enigma a verdadeira razão para tão altas
taxas de insucesso em matemática, tanto em Portugal como noutros
países.
De teste em teste, de dossier escolar em dossier psico-escolar, em consultas
ao psicólogo, em propostas de reeducação, o caminho é assinalar
provas e contra provas de diagnóstico ou contra diagnóstico, convergentes ou
contraditórias que tem em comum o não senso: explicar o insucesso pela sua
justificação. (...)
Descrição
Tese de mestrado em Psicologia (Psicologia Cognitiva), Universidade de Lisboa, 1997
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1997 Psicologia experimental Psicologia cognitiva Representações numéricas Ensino básico
