Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

O patrocínio de Domiciano: o caso da Silva 1.1 de Públio Papínio Estácio.Tradução e estudo de um panegírico imperial

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
ulfllfgarcias_tm.pdf1.04 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

Esta dissertação apresenta uma perspetiva sobre a relação de patrocínio de Domiciano para com Estácio. O capítulo 1 apresenta toda a contextualização necessária para a compreensão da problemática. Neste, clarificamos quem foi Estácio, o que escreveu, em que período viveu. Percebemos, também, quem era Domiciano, o imperador ao qual se associam inúmeras imagens de tirania e de autocracia. Desta forma, neste capítulo, descobrimos os conceitos nos quais se pode desdobrar o patrocínio. Percebemos e distinguimos que o patrocínio é avaliado segundo parâmetros próprios como a assimetria, a durabilidade e a reciprocidade. As perguntas para as quais apresentamos algumas respostas são colocadas no final do capítulo 1 e prolongam-se pelo capítulo 2. Uma delas é, sem dúvida, central: terá Domiciano influenciado ou pedido a Estácio que escrevesse a Silva 1.1, o qual poema é objeto de tradução no início do capítulo 2? Deliniar e traçar horizontes de resposta é difícil. Exige uma análise detalhada de várias referências: o proémio do livro 1, os primeiros versos da Silva 1.1, o tão contraditório verso 16, o discurso de Cúrcio. A nossa conclusão, após uma longa e sustentada análise, só pode ser uma. Será incorreto pensarmos em Estácio como marioneta de Domiciano, ou como aquele que responde aos constrangimentos e ordens do imperador. Estácio era um poeta e escrever poesia era o seu modo de viver. Este serviço, escrever poesia, era um serviço como outro qualquer. Existiam officia que eram pagos com beneficia . Esta era, tão somente, uma troca de bens e serviços. Estácio, sem dúvida, oferecera algo bem mais valioso aos seus patronos, a perenidade.
This study presents a perspective about the relationship of the sponsorship from Domitian to Statius. The chapter 1 presents all the contextualization necessary to undertand the problematics. In this one we clarify who was Statius: wich poems he wrote and wich period he lived. We realize who was Domitian, the empereor to which one countless images of tyranny and authocracy are linked. This way in this chapter we find the concepts in which can unfold the sponsorship. We understand that the sponsorship is valued according particular parameters as assimetry, durability and reciprocity. The questions to which we present some answers are dispose in the end of chapter 1 and are continued in the chapter 2. One of them is without doubts very relevant: may Domitian have influenced Statius to write Silva 1.1 which one we translate in the start of the chapter 2? To delineate and trace respons horizons it’s difficult. It requires an analysis detailed of multiple references: the proem from book 1, the first verses of Silva 1.1, the so contradictory verse 16, the Curtiu’s speech. Our conclusion, after so long and sustained annalysis can be only one. It will be wrong if we think in statius like a Domitian’s puppet, or like that one who answers to the constrains and orders from empereor. Statius was a poet and write poetry was his way of life. This service, to write poetry, was a service like any other. Existed officia, that were payed with beneficia. This was only a exchange of goods and services. Statius, without doubts, offered the most valued good to his patrons, the eternety.

Descrição

Palavras-chave

Estácio, Públio Papínio, 0040?-0096 - Crítica e interpretação Domiciano, Imperador de Roma, 0051-0096 - Na literatura Domiciano, Imperador de Roma, 0051-0096 - Mecenato Silvas Poesia latina - História e crítica Escritores e mecenas - Roma Roma - Na literatura Teses de mestrado - 2021

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Licença CC