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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A entrada na década de 1950 em Portugal foi marcada, política e socialmente, por uma inflexão autoritária e isolacionista do Estado Novo, defraudando expectativas de abertura em que se haviam empenhado sectores cada vez mais amplos do meio artístico e intelectual após o fim da II Guerra Mundial. A vida cultural mergulha no que já foi descrito como uma “década de silêncio”, interpretada neste ensaio como tradução de um movimento de distanciamento entre as esferas política e cultural que se repercute tanto na prática artística como nos discursos estético e crítico. É neste contexto que o pintor Júlio Resende (1917- 2011) concebeu, organizou e participou num evento a que chamou “Missões Internacionais de Arte” – MIA (1953-1958). A ideia, “simples e original”, nas palavras de Resende, consistia em “juntar artistas de diversificadas origens e deixá-los falar entre si.” O presente ensaio procura oferecer uma visão de conjunto, há muito devida, sobre uma iniciativa relevante, não apenas enquanto peça significativa na vida cultural portuguesa na década de 1950, mas também enquanto precedente único para o estudo do fenómeno contemporâneo das residências artísticas em Portugal.
Descrição
Palavras-chave
Missões internacionais de arte Júlio Resende Residência artística Arte portuguesa nos anos 50
Contexto Educativo
Citação
In: Convocarte, nº9 (dez. 2019) Estudos de Historiografia e Crítica de Arte , p. 271-309
Editora
Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
