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Orientador(es)
Resumo(s)
Apresentam-se os principais vestígios arquitectónicos de domus identificados no subsolo do centro histórico de Setúbal e correlacionam-se com os traçados viários ainda muito fragmentários de um aglomerado urbano de génese pré-romana e de vocação “fabril”, pouco conforme ao modelo de cidade romana planeada a partir de sistema de eixos viários ortogonais e hierarquizados.
Apesar da sua origem sidérica, a Setúbal romana aproximar-se-ia dos conceitos urbanísticos e arquitectónicos da potência colonizadora, porque, como bem sugere Jorge Alarcão (2003), a organização do espaço não é acidental e muito menos “ingénua”; ela constitui um factor relevante na reconfiguração das relações sociais de produção e da superstrutura ideológica.
Será dispensada particular atenção à chamada “Casa dos Mosaicos”, construída em meados/3º quartel do século I d.C., quando a arquitectura romana marca definitivamente a paisagem na periferia atlântica do Império.
Tal como Vitrúvio afirmava no seu tratado “De architectura libri decem”, escrito no reinado de Augusto, mais propriamente no livro VI, a casa romana devia obedecer a normas construtivas e tipológicas específicas da arquitectura privada em espaço urbano, enquadrar-se devidamente na geografia, orografia e orientar as suas salas de acordo com a latitude e o clima locais. Não menos importantes do que estes condicionalismos de carácter ambiental e técnico, eram os constrangimentos impostos pelo estatuto e classe social dos proprietários.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Soares, J., & Silva, C. T. (2019). Vestígios de domus na Setúbal romana. In António Cunha Bento, Inês Gato de Pinho, & Maria João Pereira Coutinho (Eds.), Património Arquitectónico Civil de Setúbal e Azeitão (pp. 11-21). Setúbal: Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão / Estuário.
Editora
Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão / Estuário
