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Orientador(es)
Resumo(s)
As leituras de Marcial feitas pelos autores cristãos da antiguidade tardia e da Idade Média foram muito mais extensas do que se pensa. Muitas dessas leituras são a prova irrefutável de que a obra de Marcial fazia parte dos programas que formaram os homens de várias gerações. Antologias expurgadas circularam livremente, acessíveis mesmo aos jovens que se preparavam para a vida clerical. Isso explica por que razão autores como Isidoro de Sevilha, na Espanha visigótica, ou Álvaro de Córdova, durante a ocupação muçulmana, se servem frequentemente de exemplos colhidos em Marcial. No séc. XII, os leitores de Marcial tiveram acesso a edições integrais da sua obra. Por vezes, alguns aspectos do espírito pagão dos Epigramas insinuaram-se nos sermonários. Deste modo, Marcial era inadvertidamente difundido pelos pregadores entre um público muito mais vasto do que aquele que o conhecia pela leitura.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Arnaldo do Espírito Santo, "Toto notus in orbe Martialis: a recepção de Marcial na Idade Média e no Renascimento, in Cristina de Sousa Pimentel - Delfim F. Leão - José Luís L. Brandão, Toto notus in orbe Martialis: celebração de Marcial 1900 anos após a sua morte. Coimbra - Lisboa, Instituto de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, Universidade de Coimbra - Departamento de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos, Universidade de Lisboa, 2004, pp. 209-224.
Editora
Departamento de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa; Instituto de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra
