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Resumo(s)
A «maldição dos recursos naturais» é frequentemente apontada como a razão fundamental para o baixo desempenho económico e corrupção dos países que os produzem. No entanto, não tem necessariamente de ser assim. O caso de Angola, em razão das suas reservas de petróleo e depósitos de diamantes, é usualmente indicado como um caso de «maldição». Este artigo aborda a política dos recursos naturais angolanos na perspectiva da sua utilização como instrumento de política externa, valorizando o seu poder negocial e reforçando a lógica de rent-seeking da sua elite dirigente. Conclui-se pelo relativo sucesso daquela política externa, mesmo relativamente ao FMI, embora à custa do desenvolvimento equilibrado interno, económico e social. E, infelizmente, tudo indica que a aposta na diversificação da produção baseada nos recursos naturais é o modelo futuro.
Descrição
Palavras-chave
Política externa Recursos naturais Corrupção FMI Angola
Contexto Educativo
Citação
Ferreira, Manuel Ennes. (2005). “Realeconomie e realpolitik nos recursos naturais em Angola" . Relações Internacionais, Vol. 1 nº 6: pp. 73-89. 2005
Editora
IPRI | Universidade Nova de Lisboa
