| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 682.08 KB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Breast cancer is the most common female cancer and the leading cause of cancer death among females worldwide.
Breast cancer is a highly heterogeneous disease with several biological subtypes. Approximately 25% of patients are diagnosed with HER2-positive breast cancer, which classically was associated with poor prognosis.
The development of a directed therapy towards HER2 receptor (in particular with trastuzumab) changed this scenario. Trastuzumab is a humanized monoclonal antibody that contributed to a dramatic prognostic improvement of HER2-positive disease. Firstly, this was demonstrated in the metastatic setting and subsequently in early-breast cancer. In 2005, several phase III randomized trials showed that adjuvant treatment of HER2-positive breast cancer with trastuzumab is associated with a reduction in the risk of cancer recurrence by 40% and mortality by 36%.
The aim of this retrospective cohort study was to characterize the uptake of adjuvant trastuzumab use and describe patterns of use in a cohort of patients with stage I-III, HER2-positive breast cancer, diagnosed between 2006 and 2008 in a group of Portuguese institutions. Adherence to recommended treatment, therapy duration and effectiveness were also evaluated.
We found a progressive increase in the utilization of trastuzumab from 2006- 2008. By 2008, 52% of patients with HER2-positive disease received adjuvant trastuzumab.
The majority of the patients completed more than 75% of preconized duration of trastuzumab. In addition, all patients who were treated with trastuzumab received chemotherapy, most frequently sequential anthracycline-based non-intensive regimens.
Trastuzumab used was associated with a survival improvement. In the group not treated with trastuzumab we observed 22 (24%) deaths, and in the group treated with the drug 15 (15.8%) deaths.
In conclusion, following the first efficacy results of trastuzumab for patients with early HER2-positive breast cancer, this group of Portuguese institutions started to adopt this practice with substantial survival impact.
O cancro da mama é o cancro mais comum e a principal causa de morte por cancro entre as mulheres em todo o mundo. O cancro da mama é uma doença altamente heterogénea, com vários subtipos biológicos. Aproximadamente 25% dos doentes são diagnosticados com cancro da mama HER2-positivo que, tradicionalmente, era associado a mau prognóstico. O desenvolvimento de uma terapia dirigida ao receptor HER2 (em particular com o trastuzumab) mudou o panorama. O trastuzumab é um anticorpo monoclonal humanizado que contribuiu para uma dramática melhoria do prognóstico da doença HER2-positivo. Numa primeira fase, foi demonstrada a sua eficácia na doença metastizada e, posteriormente, no cancro de mama de estadio inicial. Em 2005, vários ensaios de fase III mostraram que o tratamento adjuvante de doentes HER2-positivos com trastuzumab demonstrou uma redução do risco de recorrência da doença em 40% e da mortalidade em 36%. O objetivo deste estudo de coorte retrospectivo foi caracterizar o uso de trastuzumab na terapia adjuvante e descrever os padrões de uso num coorte de doentes com cancro da mama HER2-positivo, estadio I a III, diagnosticados entre 2006 e 2008 num grupo de instituições portuguesas. Foi também avaliada a adesão e a duração à terapia recomendada, e avaliada a eficácia. Verificou-se a utilização progressiva de trastuzumab de 2006 a 2008. Até 2008, 52% dos pacientes com doença HER2-positivo receberam adjuvante trastuzumab. A maioria dos doentes completou mais de 75% da terapia preconizada. Além disso, todos os doentes tratados com trastuzumab realizaram quimioterapia, em regimes frequentemente sequenciais, não intensivos, à base de antraciclinas. A utilização do trastuzumab foi associada a uma melhoria na sobrevivência. No grupo não tratado com trastuzumab observaram-se 22 (24%) mortes, enquanto no grupo tratado verificaram-se 15 (15,8%) mortes. Em conclusão, no seguimento dos primeiros resultados de eficácia do trastuzumab em pacientes com cancro da mama de estadio inicial HER2-positivo, este grupo de instituições portuguesas passou a adoptar esta prática com impacto substancial na sobrevivência.
O cancro da mama é o cancro mais comum e a principal causa de morte por cancro entre as mulheres em todo o mundo. O cancro da mama é uma doença altamente heterogénea, com vários subtipos biológicos. Aproximadamente 25% dos doentes são diagnosticados com cancro da mama HER2-positivo que, tradicionalmente, era associado a mau prognóstico. O desenvolvimento de uma terapia dirigida ao receptor HER2 (em particular com o trastuzumab) mudou o panorama. O trastuzumab é um anticorpo monoclonal humanizado que contribuiu para uma dramática melhoria do prognóstico da doença HER2-positivo. Numa primeira fase, foi demonstrada a sua eficácia na doença metastizada e, posteriormente, no cancro de mama de estadio inicial. Em 2005, vários ensaios de fase III mostraram que o tratamento adjuvante de doentes HER2-positivos com trastuzumab demonstrou uma redução do risco de recorrência da doença em 40% e da mortalidade em 36%. O objetivo deste estudo de coorte retrospectivo foi caracterizar o uso de trastuzumab na terapia adjuvante e descrever os padrões de uso num coorte de doentes com cancro da mama HER2-positivo, estadio I a III, diagnosticados entre 2006 e 2008 num grupo de instituições portuguesas. Foi também avaliada a adesão e a duração à terapia recomendada, e avaliada a eficácia. Verificou-se a utilização progressiva de trastuzumab de 2006 a 2008. Até 2008, 52% dos pacientes com doença HER2-positivo receberam adjuvante trastuzumab. A maioria dos doentes completou mais de 75% da terapia preconizada. Além disso, todos os doentes tratados com trastuzumab realizaram quimioterapia, em regimes frequentemente sequenciais, não intensivos, à base de antraciclinas. A utilização do trastuzumab foi associada a uma melhoria na sobrevivência. No grupo não tratado com trastuzumab observaram-se 22 (24%) mortes, enquanto no grupo tratado verificaram-se 15 (15,8%) mortes. Em conclusão, no seguimento dos primeiros resultados de eficácia do trastuzumab em pacientes com cancro da mama de estadio inicial HER2-positivo, este grupo de instituições portuguesas passou a adoptar esta prática com impacto substancial na sobrevivência.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2016
Palavras-chave
Breast cancer HER2-positive Trastuzumab Overall survival Safety Mestrado Integrado - 2016
