| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 81.99 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The present work proposes an approach to the circulation of copper during the 4th
millennium BC. A period marked by political instabilities among the great power centres of
Upper Egypt (Abydos, Hierakonpolis and Naqada) in the conquest of territories and the
exchange of network routes. In which copper, a precious metal that came into use from the 5th
millennium BC in the southern Levant, quickly spread throughout Egypt during the 4th
millennium BC, played a crucial role. The elites' strong interest in this metal is witnessed at the
archaeological site of Tell el-Farkha (Eastern Nile Delta), where this metal was present from
the beginning of the site's occupation (c. 3700-3500 BC). From the Upper Egyptian culture, a
wide variety of copper artifacts are visible, related to fishing and hunting tools, the main
economic activities at Tell el-Farkha. Throughout the excavations, archaeologists have realized
the great importance of this archaeological site to the exchange network routes of the 4th
millennium BC, with the discovery of large structural complexes consisting of warehouses and
elite residences ("Lower Egyptian Residence"; "Upper Egyptian Residence"; "Cult-
Administrative Centre"), since large Naqada warehouse was used to normalize and distribute
the products that circulated between Upper Egypt and Southern Levant. In addition, numerous
products were found originating from these two territories and beyond, such as Megiddo and
possibly Anatolia. Together with these products, numerous tokens and seals were found. Some
of them with pictographic representations and some of them with the first records of Egyptian
hieroglyphic writing, namely the "serekhs", that is, inscriptions of the names of monarchs, from
the first dynasties of Egypt. Additionaly, this site may have been affected by various invasions
from Upper Egypt, possibly from different centres of power. Where evidence of the destruction
of the great complexes and the overlapping of the necropolis has been recorded. However, the
prosperity of the Tell el-Farkha site comes to an end (3000-2700 BC), soon after the departure
of the local elite. Perhaps due to a change of routes and the creation of a new capital at
Memphis, and the Tell el-Farkha site became just an agricultural village.
O presente trabalho pretende abordar a questão da circulação do cobre durante o 4.º milénio a.C., um período marcado por instabilidades políticas entre os grandes centros de poder do Alto Egito (Abido, Hieracómpolis e Nacada), na conquista de territórios e das rotas de redes de troca, entre as quais o cobre. Um metal precioso que começou a ser utilizado a partir do 5.º milénio a.C. no Sul do Levante, mas que rapidamente se disseminou por todo o Egito durante o 4.º milénio a.C., desempenhando um papel fundamental. O forte interesse das elites por este metal é testemunhado no sítio arqueológico de Tell el-Farkha, onde o metal está presente desde o início da ocupação do sítio (c. 3700-3500 a.C.), na posse das elites da cultura do Baixo Egito e posteriormente, durante a ocupação da cultura do Alto Egito. A partir da cultura do Alto Egito é visível uma grande variedade de artefactos produzidos em cobre, entre os quais se destacam os instrumentos de pesca e caça, atividades fundamentais em Tell el-Farkha. Ao longo das escavações, os arqueólogos perceberam a grande importância do sítio arqueológico para as redes de troca do 4.º milénio a.C., com a descoberta de grandes complexos estruturais constituídos por armazéns e residências de elite (“Residência do Baixo Egito”; “Residência do Alto Egito”; “Centro Culto-Administrativo”), e o grande armazém Naqada, estruturas utilizadas para a regularização e distribuição dos produtos que circulavam entre o Alto Egito e o Sul do Levante. Além disso, foram encontrados inúmeros produtos oriundos destes dois territórios e mais além, como Meguido e possivelmente Anatólia. Acompanhando estes produtos, encontram-se inúmeros tokens e selos, alguns deles com representações pictográficas e alguns deles com os primeiros registos da escrita hieroglífica egípcia, nomeadamente os “serekhs”, ou seja, inscrições dos nomes de monarcas das primeiras dinastias do Egito. Por outro lado, a importância deste sítio é também demonstrada pelas várias invasões por grupos do Alto Egito, possivelmente de diferentes centros de poder, quando se destroem grandes complexos, e também pela sobreposição da necrópole. Contudo, a prosperidade do sítio de Tell el-Farkha chega ao fim (3000-2700 a.C.), logo após à partida da elite local, talvez devido a uma mudança de rotas e à criação de uma nova capital em Mênfis, e o sítio de Tell el-Farkha passa a ser apenas uma vila agrícola.
O presente trabalho pretende abordar a questão da circulação do cobre durante o 4.º milénio a.C., um período marcado por instabilidades políticas entre os grandes centros de poder do Alto Egito (Abido, Hieracómpolis e Nacada), na conquista de territórios e das rotas de redes de troca, entre as quais o cobre. Um metal precioso que começou a ser utilizado a partir do 5.º milénio a.C. no Sul do Levante, mas que rapidamente se disseminou por todo o Egito durante o 4.º milénio a.C., desempenhando um papel fundamental. O forte interesse das elites por este metal é testemunhado no sítio arqueológico de Tell el-Farkha, onde o metal está presente desde o início da ocupação do sítio (c. 3700-3500 a.C.), na posse das elites da cultura do Baixo Egito e posteriormente, durante a ocupação da cultura do Alto Egito. A partir da cultura do Alto Egito é visível uma grande variedade de artefactos produzidos em cobre, entre os quais se destacam os instrumentos de pesca e caça, atividades fundamentais em Tell el-Farkha. Ao longo das escavações, os arqueólogos perceberam a grande importância do sítio arqueológico para as redes de troca do 4.º milénio a.C., com a descoberta de grandes complexos estruturais constituídos por armazéns e residências de elite (“Residência do Baixo Egito”; “Residência do Alto Egito”; “Centro Culto-Administrativo”), e o grande armazém Naqada, estruturas utilizadas para a regularização e distribuição dos produtos que circulavam entre o Alto Egito e o Sul do Levante. Além disso, foram encontrados inúmeros produtos oriundos destes dois territórios e mais além, como Meguido e possivelmente Anatólia. Acompanhando estes produtos, encontram-se inúmeros tokens e selos, alguns deles com representações pictográficas e alguns deles com os primeiros registos da escrita hieroglífica egípcia, nomeadamente os “serekhs”, ou seja, inscrições dos nomes de monarcas das primeiras dinastias do Egito. Por outro lado, a importância deste sítio é também demonstrada pelas várias invasões por grupos do Alto Egito, possivelmente de diferentes centros de poder, quando se destroem grandes complexos, e também pela sobreposição da necrópole. Contudo, a prosperidade do sítio de Tell el-Farkha chega ao fim (3000-2700 a.C.), logo após à partida da elite local, talvez devido a uma mudança de rotas e à criação de uma nova capital em Mênfis, e o sítio de Tell el-Farkha passa a ser apenas uma vila agrícola.
Descrição
Palavras-chave
Vestígios arqueológicos egípcios - Tell el-Farkha (Egipto) Sítios arqueológicos - Tell el-Farkha (Egipto) Comércio - Egipto - Antiguidade Egipto - História - Antiguidade Teses de mestrado - 2023
