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“Quando elas entrarem” : a educação de meninas e mulheres como via para o desenvolvimento

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A educação de meninas e mulheres é central para o desenvolvimento e, não por acaso, está justamente no coração da Agenda 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Enquanto que o mundo já alcançou praticamente a paridade de gênero na educação primária, a desigualdade ainda persiste entre meninas e meninos conforme os anos de ensino avançam. As meninas seguem sendo deixadas para trás especialmente no ensino secundário, situação que é agravada em determinadas regiões onde há ainda maior disparidade de gênero. Meninas que se encontram fora das salas de aula acumulam exclusões múltiplas que são agravadas a depender do contexto em que estão inseridas. A interseccionalidade dessas exclusões gera diversas “não liberdades”, não se limitando à privação do ensino. À luz da perspectiva de Amartya Sen sobre desenvolvimento enquanto liberdade, sendo a educação capaz de gerar outras tantas capacidades e funcionamentos, o afastamento das meninas das escolas resulta em um movimento contrário ou, pelo menos, retardatário do desenvolvimento. O presente trabalho busca, portanto, analisar as conexões entre as agendas de educação, gênero e desenvolvimento, exaltando o potencial da utilização de uma perspectiva interseccional para o alcance de uma educação genuinamente inclusiva e igualitária, na qual as capacidades e funcionamentos das meninas e mulheres são protegidas e ampliadas.
Educating girls and women is central to development, and it is no coincidence that it is central to the United Nations' 2030 Agenda for Sustainable Development. While the world has virtually achieved gender parity in primary education, inequalities between girls and boys persist as they progress through school years. Girls continue to be left behind, especially in secondary education, a situation that is exacerbated in certain regions where gender disparities are more severe. Girls who find themselves out of the classroom accumulate multiple exclusions that are reinforced depending on the context in which they find themselves. The intersectionality of these exclusions generates various "non-freedoms", not limited to educational deprivation. In the light of Amartya Sen's perspective on development as freedom, since education is capable of generating so many other capabilities and functionings, the exclusion of girls from school results in a movement that runs counter to, or at least slows down, development. This paper therefore seeks to analyze the links between the education, gender and development agendas, highlighting the potential of an intersectional perspective to achieve truly inclusive and equitable education that protects and enhances girls' and women's capabilities.

Descrição

Mestrado Bolonha em Desenvolvimento e Cooperação Internacional

Palavras-chave

Educação de meninas e mulheres Educação Gênero Desenvolvimento Capacidades e Funcionamentos Interseccionalidade Girls’ and women’s education Education Gender Development Capabilities and Functionings Intersectionality

Contexto Educativo

Citação

Andrade, Ana Carolina Vieira de (2023). ““Quando elas entrarem” : a educação de meninas e mulheres como via para o desenvolvimento”. Dissertação de Mestrado. Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão

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Instituto Superior de Economia e Gestão

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