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Viver o dropout : perceção e impacto nos psicólogos clínicos

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Resumo(s)

Aproximadamente um em cinco clientes desistem do processo psicoterapêutico (Swift, Spencer & Goode, 2018). O dropout parece ser um fenómeno bastante prevalente na psicoterapia, podendo ser considerado como um potencial problema. A maioria dos estudos focam-se na consistência dos preditores do dropout dos clientes, e nos motivos que levam os mesmos a desistirem da psicoterapia. O presente estudo muda a diretividade dos estudos incidentes no dropout, explorando como é que os psicólogos clínicos vivenciam os casos de dropout ocorridos ao longo da sua experiência profissional, captando o impacto emocional e profissional que este tipo de fenómeno poderá causar. O estudo conta com nove psicólogos clínicos (membros efetivos e estagiários da Ordem dos Psicólogos Portugueses), apresentando um carácter exploratório, e de natureza qualitativa, recorrendo à análise temática como método de análise dos dados, através do software QSR NVivo 12. Os resultados extraídos enfatizam a ausência de uniformização do conceito dropout. No momento imediato ao dropout, os psicólogos assumem o ocorrido como erro ou falha profissional, posteriormente evidenciam uma visão do fenómeno mais globalizada, integrando quer as suas variáveis quer as dos clientes. Recorrem à intervisão e à supervisão, como auxílio para gerir os referentes casos. Os psicólogos sentem-se tristes, desiludidos, surpresos, entre outras emoções. Os dropouts são assimilados como fontes de melhoria e crescimento profissional, no entanto consideram que a falta de experiência profissional, no momento da ocorrência do dropout, influenciou o desenrolar dos casos. São indicadas algumas limitações do presente estudo, bem como sugestões para futuras investigações.
Approximately one out of every five clients give up the psychotherapeutic process (Swift, Spencer & Goode, 2018). The dropout seems to be a very prevalent phenomenon in psychotherapy, and it may be considered as a potential problem. Most studies focus on the consistency of the predictors of the clients’ dropout, and the reasons that lead them to give up psychotherapy. This study shows changes the directive of the dropout focused literature, focusing and exploring the way clinical psychologists live the dropout cases that occurred throughout their professional experience, capturing the emotional and professional impact that this type of phenomenon may cause them. The study includes nine clinical psychologists (effective members of the Portuguese order of Psychologist), presenting an exploratory character and a qualitative nature, recurring to the thematic analysis as a data analysis method, through the software QRS NVivo 12. The results that were obtained emphases the absence of homogeneity of the concept dropout. Immediately after the dropout, the psychologists assume the event as a professional flaw, but afterwards they show a more global vision of the phenomenon, fitting in their and their clients’ variables. They recur to intervision and supervision as help to manage the referent cases. The psychologists feel sad, disappointed, surprised, among other emotions. The dropouts are assimilated as a source of professional improvement and growth, however they consider that the lack of professional experience at the moment of the dropout influenced the way the cases unrolled. Some limitations of the study are indicated, as well as suggestions for future investigations.

Descrição

Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativo), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2018

Palavras-chave

Psicólogos clínicos Processo terapêutico Desistência Teses de mestrado - 2018

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