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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A repartição do rendimento, qualquer que seja a óptica por que é analisada, deve ler-se como a resultante de um processo complexo em que interactuam diferentes variáveis, políticas e económicas, num quadro cultural e institucional determinado, ainda que este seja susceptível de mutação a prazo, por efeito de, entre outros factores, a própria repartição do rendimento.
A análise do percurso seguido pela repartição do rendimento nos últimos dez anos é bem ilustrativa da estreita articulação que sempre existe entre o poder político e a apropriação do rendimento. Como a tendência que se tem observado é manifestamente no sentido do reforço das desigualdades e da concentração, com perda sucessiva de peso relativo das remunerações do trabalho no conjunto do rendimento, redução dos rendimentos reais de várias categorias sócio-profissionais, proeminência de fenómenos de rentismo, alastramento da economia paralela, pode perguntar-se se não está a atingir-se (ou já se atingiu) o limiar de compatibilização possível entre repartição e sistema político democrático.
repartição e sistema político democrático.
Na esfera económica, as implicações do padrão actual de distribuição do rendimento são também de vária ordem e passam, nomeadamente, pelo círculo do consumo e da acumulação, pela especialização da produção nacional, pelo posicionamento externo da economia nacional.
Descrição
Palavras-chave
Política económica Pobreza Democracia Repartição de rendimento Disparidades salariais Crescimento económico Portugal
Contexto Educativo
Citação
Silva, Manuela .(1985). “A repartição do rendimento em Portugal no pós- abril 74 - Tópicos para um debate”. Revista Crítica de Ciências Sociais nºs. 15/16/17: pp. 269-279. 1985
Editora
Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
