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Corpos indóceis: sexualidade, planeamento familiar e etnopolíticas da cidadania em imigrantes africanos

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Resumo(s)

Analisando os discursos dos profissionais do social assim como dos seus utentes, segundo uma metodologia que definimos de "etnografia de interface", o propósito deste capítulo é o de discutir as ingerências com que os imigrantes se deparam quando o sector social intervém nas suas vidas - normatizando a sua conduta, corporeidade e moral - realçando a dubiedade e contradição presentes na lógica de proteção e coneção destas políticas. Partindo de uma crescente linha de investigação preocupada com as formas de governo no liberalismo avançado, mas fazendo uma conhibuição significativa com pesquisa etnográfica que tem estado ausente neste campo, propomos analisar os múltiplos níveis em que as ideias, projetos e técnicas tentaram influenciar e transformar o comportamento dos imigrantes de forma a alinhá-lo com as ideias de ordem social e bem-estar da sociedade de acolhimento, tentando gerar cidadãos competentes, capaz de se governar a si mesmos.

Descrição

Palavras-chave

Imigrantes africanos Planeamento familiar

Contexto Educativo

Citação

Pussetti, Chiara (2015). Corpos indóceis: sexualidade, planeamento familiar e etnopolíticas da cidadania em imigrantes africanos. Joana Bahia & Miriam Santos (Eds.), Corpos em trânsito: socialização, imigração e disposições corporais. (pp. 105-127). Porto Alegre: Letra&Vida

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