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Publicação

O mar de Olisipo

dc.contributor.authorCosta, Ana Maria
dc.contributor.authorFreitas, Maria Conceição
dc.contributor.authorBugalhão, Jacinta
dc.contributor.authorCachão, Mário
dc.contributor.authorCurrás, Andrés
dc.date.accessioned2020-10-14T14:46:15Z
dc.date.available2020-10-14T14:46:15Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstracto estuário do Tejo é um dos maiores estuários da Europa ocidental cobrindo uma área de cerca de 325 km2 de extensão. A incisão do vale onde se desenvolve ocorreu durante os vários períodos glaciares do Quaternário e finalmente durante o Último Máximo Glacial, dando origem a um vale que atinge profundidades superiores a 80 m. Esta depressão morfológica é inundada por águas marinhas durante a rápida subida do nivel médio das águas do mar (N NM) do início do Holocénico, formando uma área de estuário que se estendia até Torres Novas. Após a desaceleração na taxa de subida do NNM, há ca. 7000 anos, dá-se o assoreamento da bacia e a colmatação de alguns afluentes. Iniciam-se nesta altura a formação de praias e áreas de sapal nas margens do estuário. Lisboa localiza-se na margem norte do estuário do Tejo. É uma cidade com uma história longa, que recua à Pré-história. Surge, no entanto, como cidade entre a Idade do Ferro e o Período Romano na área que hoje corresponde à zona baixa da cidade. Durante a Idade do Ferro inicia-se a ocupação das margens do Esteiro da Baixa, um vale que resulta da confluência de duas ribeiras (ribeiras de Valverde e de Arroios), mas é durante o Período Romano que ocorrem as primeiras manipulações antrópicas no Esteiro da Baixa e da frente ribeirinha de Lisboa, e que provocam uma alteração na dinâmica ambiental desta margem estuarina assim como mudanças à linha de costa estuarina. Após o Período Romano a frente ribeirinha sofre várias alterações e aterros progressivos que irão corresponder a um avanço artificial desta linha de costa. Salientam-se a construção das muralhas da frente ribeirinha no final da Idade Média, a construção do Paço da Ribeira e do Terreiro do Paço durante o século XVI e a reconstrução pombalina da Baixa de Lisboa após o sismo de 1755. O conhecimento atual relativamente à localização e tipologia dos sítios arqueológicos com achados atribuídos ao Período Romano, ao urbanismo e a sua evolução e a caracterização e cronologia de sedimentos recolhidos na margem norte do Tejo permite-nos delinear uma linha de costa estuarina (e traçado dos vales que entalham esta margem) entre Xabregas e Pedrouços para a época romana. O estudo continuado de todos estes elementos (particularmente os de carácter arqueológico e geológico) permitir-nos-á proceder a uma constante atualização deste traçado.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.citationCosta, A. M., Freitas, M. C., Bugalhão, J., Cachão, M., & Currás, A. (2020). O mar de Olisipo. In Amílcar Guerra, Maria Conceição Freitas, & Mário Cachão (Eds.), Lisboa romana, Felicitas Iulia Olisipo: território e memória (pp. 20-39). Casal de Cambra: Caleidoscópio.pt_PT
dc.identifier.isbn978-989-658-644-7
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/44588
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewednopt_PT
dc.publisherCaleidoscópiopt_PT
dc.titleO mar de Olisipopt_PT
dc.typebook part
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oaire.citation.conferencePlaceCasal de Cambrapt_PT
oaire.citation.endPage39pt_PT
oaire.citation.startPage20pt_PT
oaire.citation.titleLisboa romana, Felicitas Iulia Olisipo: território e memóriapt_PT
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