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Publicação

Recursos pessoais e bem-estar nos adolescentes portugueses : autoperceção, lazer e atividade física.

dc.contributor.advisorMatos, Maria Margarida Nunes Gaspar de
dc.contributor.advisorDiniz, José Manuel Fragoso Alves
dc.contributor.authorSilva, António Rodrigues Borges da
dc.date.accessioned2013-02-20
dc.date.available2013-02-20
dc.date.issued2012
dc.descriptionDoutoramento em Ciências da Educação, especialidade Educação para a Saúde.por
dc.description.abstractO adolescente é confrontado com múltiplas alterações endógenas e exógenas, que requerem inúmeros e continuados ajustes. As caraterísticas dos contextos podem favorecer o processo de acrescento, incremento e desenvolvimento dos recursos pessoais para enfrentar reptos e desafios das mudanças, de forma saudável. O presente trabalho tem como objetivo geral compreender como é que os adolescentes portugueses percecionam a sua saúde / bem-estar nos componentes afetivoemocional e cognitivo, e identificar variáveis dos contextos socializadores com contributo positivo para o desenvolvimento dos seus recursos pessoais. Levaram-se a cabo nove estudos com objetivos específicos mas que, no conjunto, convergiram para este objetivo geral. Tomaram-se como medidas de saúde a qualidade de vida relacionada com a saúde (Kidscreen 10), a satisfação com a vida (Cantril), e a felicidade. Como medidas dos contextos selecionaram-se algumas das variáveis que caracterizavam os contextos no estudo Europeu Health Beaviour in School-Aged Children (HBSC). A amostra resultou dos adolescentes participantes no estudo HBSC, realizado em Portugal Continental em 2006, (www.hbsc.org; Www.fmh.utl.pt/aventurasocial; www.aventurasocial.com), que incluiu alunos dos 6º, 8º e 10º anos, do ensino público regular, com média de idades de 14 anos (DP=1.89). A amostra nacional é constituída por 4877 estudantes. No estudo um constatou-se que os adolescentes portugueses se percecionam prevalentemente como saudáveis, existindo uma maior relevância do componente afetivoemocional nesta perceção do que do componente cognitivo. O estudo dois mostrou que a perceção da saúde / bem-estar dos adolescentes nos componentes afetivo e cognitivo assume proporções distintas de acordo com a idade e com o género, sugerindo também a influência dos contextos familiar, escolar e socioeconómico. Os estudos três e quatro questionaram o relevo do estatuto familiar na perceção de saúde dos adolescentes portugueses, mostrando que o estatuto socioeconómico e o nível de instrução dos pais têm impacto significativo na saúde percebida pelos adolescentes. O estudo cinco questiona-se sobre a relação entre a saúde / bem-estar dos adolescentes e os níveis de comunicação e monitorização dos pais, sendo que a facilidade da comunicação e a monitorização dos pais se mostraram protetores significativos da saúde / bem-estar dos adolescentes. O estudo seis interessou-se pela qualidade da relação com os pares, tendo-se concluído que os pares têm impacto na saúde / bem-estar dos adolescentes: quanto melhor a relação com os colegas de turma, mais saúde percebida; no género feminino também é muito relevante para a saúde a qualidade de relação com os amigos especiais. O estudo sete debruçou-se sobre a relação com a escola e a respetiva incidência na saúde / bem-estar dos adolescentes: quanto melhor a relação com a escola melhores os níveis de saúde / bem-estar; o apoio dos colegas de turma e a pressão com os trabalhos escolares mostram maior impacto no componente afetivoemocional; a capacidade escolar e o apoio dos professores mostram maior impacto no componente cognitivo do bem-estar. O estudo oito abordou a qualidade de relação com os media e a saúde / bem-estar dos adolescentes: mais tempo de ecrã durante a semana associa com níveis mais elevados de bem-estar afetivo nos rapazes e níveis mais baixos de bem-estar cognitivo nas raparigas; ao fim de semana mais tempo de ecrã tem resultados mais baixos na saúde / bem-estar dos adolescentes. O estudo nove focaliza a relação entre a imagem corporal e a perceção de bem-estar nos adolescentes portugueses: as diferentes perceções da imagem corporal segundo os géneros obtêm impacto significativo na perceção da saúde/bem-estar, sendo a satisfação com o corpo a variável com maior potencial preditor. Com estes estudos pode-se concluir da relevância dos contextos no desenvolvimento dos recursos pessoais dos adolescentes em ordem à sua saúde / bem-estar. O desenvolvimento das fortalezas dos indivíduos mostra-se associado à qualidade dos contextos. Deste modo os estudos foram sugerindo recomendações, intervenções e linhas / estratégias de promoção da saúde / bem-estar na escola, na família, na comunidade, com adolescentes, com educadores, com técnicos de saúde.por
dc.description.sponsorshipFCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologiapor
dc.identifier.citationSilva, António Rodrigues B. (2012) - Recursos pessoais e bem-estar nos adolescentes portugueses : autoperceção, lazer e atividade física. Tese de Doutoramento. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Motricidade Humana.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.5/5188
dc.language.isoporpor
dc.subjectAdolescênciapor
dc.subjectBem-estarpor
dc.subjectEscolapor
dc.subjectEstatuto familiarpor
dc.subjectFamíliapor
dc.subjectImagem corporalpor
dc.subjectPaispor
dc.subjectParespor
dc.subjectSaúdepor
dc.subjectTempo de ecrãpor
dc.titleRecursos pessoais e bem-estar nos adolescentes portugueses : autoperceção, lazer e atividade física.por
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typedoctoralThesispor

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