| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 348.25 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Ao examinar as novas instituições e modelos políticos autoritários da era
do fascismo, os mais mencionados nos finais da década de 1930 são o fascismo
italiano e o nacional-socialismo alemão. Tendo como três principais características
institucionais a liderança personalizada, a representação política
corporativa como alternativa ao parlamentarismo democrático e o partido
único, poucas das novas ditaduras da era fascista olhavam para a Alemanha
nazi quando elaboraram as suas instituições políticas.1 Mesmo sob o domínio
do Eixo, quando a Alemanha nazi se tornou a potência dominante na Europa
ocupada no início da década de 1940, o desenho institucional das ditaduras
pelas suas elites autoritárias foi, sobretudo, influenciado por exemplos vindos
de outros lugares, frequentemente com a relativa indiferença vigilante do
ocupante, mas, por vezes, também, com hostilidade. O mesmo não pode ser
dito do fascismo italiano, que foi um poderoso modelo de difusão de algumas
instituições, principalmente no que respeita ao novo modelo social corporativo contido na Carta do Trabalho (Carta del Lavoro), que foi provavelmente
o mais influente e o mais copiado de todos os códigos que regiam as relações
laborais nas ditaduras da década de 1930. Não obstante, os processos de emulação,
aprendizagem política e promoção de regimes estiveram presentes em
diversas interações e apontaram em várias direções no «laboratório político»
autoritário da era fascista.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Pinto, A. C.(2022). A difusão de modelos autoritários na era do fascismo: uma introdução. In O Estado Novo de Salazar: uma terceira via autoritária na era do fascismo, pp. 9-11. Lisboa: Edições 70
