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Resumo(s)
Este artigo pretende interpretar a singularidade da produção teatral de Hilda Hilst, a partir do valor dramático da decadência da Utopia literária própria da contemporaneidade, numa perspetiva interrogativa, crítica e problemática. A ideia da impossibilidade ou dificuldade do ideal social é a chave para analisar a proposta de um teatro que, na altura da ditadura, foi pioneiro na eclosão do teatro escrito por mulheres no Brasil, mas que, simultaneamente, foi "extravagante" nesse fenómeno. A apreciação dos textos desvela o modo radicalmente diferente da crítica à hipocrisia e à permissividade dos regimes e sistemas sociais modernos: o da paradoxal distopia utópica. E, como procuraremos demonstrar, é a partir da escolha da figura do herói redentor como protagonista das peças que o teatro da autora, a respeito da rigidez de um possível fundamentalismo distópico, se complica e se reorienta para o flexível território da heterodoxia. Num universo dramático diminuído e poético como o da autora, através desse retrato em miniatura da aspiração e da esperança, a vivência do ideal dos protagonistas serve para estimular o público, enquanto a experiência da inadaptação serve para interrogar, de modo visceral, o absurdo social.
Descrição
Palavras-chave
Hilst, Hilda, 1930-2004 - Crítica e interpretação Teatro Ditadura Distopia Utópica
