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António Ferro. O "editor irresponsável"

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O relacionamento do adolescente António Ferro com Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa e outros componentes do grupo do Orpheu é frequentemente invocado como prova da sua integração no círculo do "primeiro modernismo" português. O próprio Ferro alimentou esse mal- -entendido na crónica de 1929 "Alguns Precursores", em que fez uma resenha das fases do modernismo em Portugal. Ora, a sua ligação ao grupo do Orpheu teve um cunho superficial, aliás bem tipificado por Fernando Pessoa, ainda que indirectamente, num texto dos anos 1920 em que contava brevemente a história da revista. Depois de apontar certas confusões que habitualmente se faziam quando se falava dos "poetas do Orpheu", Pessoa, sem individualizar ninguém, referia-se àqueles rrque estiveram ligados [à revista], ainda que como simples espectadores próximos ou amigos, e sem que nela influÍssem ou colaborassemn (Castex, 1968). Todos os testemunhos e documentos conhecidos, relativos ao grupo e à revista, confirmam plenamente que Ferro foi apenas um daqueles espectadores próximos ou amigos, sem qualquer contributo palpável para a revista nem qualquer influência nela. Contudo, um panegirista de Ferro, António Quadros (1957, 1989), efabulou um cenário bem diferente.

Descrição

Palavras-chave

Ferro, António,1895-1956 Revista Orpheu

Contexto Educativo

Citação

Barreto, J. (2015). António Ferro. O "editor irresponsável". In Steffen Dix (Org.) 1915: o ano do Orpheu, pp. 215-224. Lisboa: Tinta da China

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