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A pesquisa como dádiva: inspirações cearenses

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A primeira vez que aterrei em Fortaleza foi em setembro de 2001, para participar no X Congresso Brasileiro de Sociologia, organizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Lembro-me de ter ficado alojado no Praiano Hotel, na avenida Beira Mar, aonde cheguei a meio de uma tarde soalheira. Tomei um duche rápido e logo deixei o hotel para um passeio no calçadão. Olhei o mar, suspirei fundo e, guiado pelo instinto, virei à esquerda sem destino certo. Calcorreadas umas três centenas de metros, começo a ouvir uns acordes de chorinho. O escutar é uma forma de perscrutar a realidade. Sigo atrás de quem me chama. Um cavaquinho, uma flauta, uma guitarra e um pandeiro. Foi assim que se deu o meu primeiro encontro com a Praia de Iracema. O delicioso chorinho viria a encontrá-lo nas cercanias da Ponte Metálica, na esplanada de um charmoso barzinho, o Cais Bar.

Descrição

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Pais, J. M. (2019). A pesquisa como dádiva: inspirações cearenses. Revista de Ciências Sociais. Fortaleza, v. 50, n. 1, 2019, p. 17–48.

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Universidade Federal do Ceará (UFC)

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