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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho centra-se no binómio relacional professor/aluno, contextualizado em
situações pedagógicas vividas num curso de enfermagem. Procurou-se colher, de uma maneira
sistemática e crítica, as representações que professores e alunos têm da relação pedagógica, quer
no plano estritamente formal (sondando aquilo que para ambos seria o ideal de relação), quer,
depois, no jogo quotidiano e concreto dos desempenhos (situações de aula ou estágio).
O estudo que aqui apresentamos aparece estruturado em três partes. Primeiramente, evocamos
referentes teóricos das áreas do conhecimento humano que estão no cerne das nossas
preocupações e que nos permitiram, em seguida, proceder à investigação empírica.
Ao optarmos pela técnica dos incidentes críticos preconizada por FLANAGAN (embora, com
alguns ajustamentos que achámos, por bem, introduzir), utilizámos a entrevista como fonte de
recolha de dados. Do corpus sobre o qual operámos, obtiveram-se, por inferência, listas dos
traços salientes e das qualidades dominantes no professor que foram, entretanto, validadas por
um juiz. Para uma melhor leitura, ordenámos ainda, numa categorização, o material resultante
dessa análise.
Na sequência deste trabalho, o tratamento dos dados, relativos aos incidentes críticos recolhidos,
permitiu, no tocante à relação pedagógica, a caracterização da imagem do professor real,
enquanto que a análise de outros dados permitiu também caracterizar a imagem do docente
ideal. Desse confronto, chegou-se assim ao perfil do professor de enfermagem que se orienta
para modelos em que coexistem facetas diversificadas de trabalho pedagógico que, embora
assentando no ensino tradicional melhorado, revelam contudo alguns índices de práticas
tendentes a considerar o jovem adulto como sujeito e agente da sua própria formação.
Ao compararmos os relatos dos professores com os dos alunos, verificámos que não se
encontram diferenças estatisticamente significativas, quer entre os comportamentos, quer entre
as qualidades inferidas a partir dos discursos dos dois grupos.
Pela leitura analítica dos incidentes críticos, apercebemo-nos ainda da existência de
algumas áreas problemáticas na relação docente/estudante, sobretudo no que diz respeito ao
exercício da autoridade.
Por isso, nas conclusões, sugere-se que os professores reflictam, ao nível individual e colectivo,
sobre o modo como esse exercício é praticado, para que esta forma de poder deixe de ser um
elemento bloqueador na relação com os alunos e seja assumida como um dispositivo
saudavelmente pedagógico e responsavelmente formativo. Por fim, recomenda-se à Escola que
continue, por seu lado, a empenhar-se na formação dos seus docentes, investindo,
principalmente, na formação ao nível humano.
Descrição
Dissertação para a conclusão do Mestrado em Ciências da Educação, área de Pedagogia da Saúde, 1995
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1995 Processos e estruturas educativas Relações professor-aluno Enfermagem
