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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Howard (1991) states that "part of the work between client and therapist
can be seen as life-story elaboration, adjustment or repair". Therapies are
provided to help people to change. So, whether they recognize it explicitly or
not, therapists are dealing with a person's narrative.
In the present study, Treatment group participants received therapy, and
thus it was expected diat Ae life narrative o f these clients changed. Participants
in the Control group were asked about a problem that they had in die present.
The study followed a Group (Treatment versus Control) by Time ( Pretest versus Post-test) factorial design. It was hypothesized that a group by time
interaction would be found on GSI and Narrative Health Measures.Treatment
participants' narratives were hypothesized to change more from pre-test to
post-test than would the problem narrative of their Control group
counterparts.
The results of the present study do not corroborate the initial hypotheses
that a group by time interaction would be found on the GSI and the Narrative
Health Measures. However, with the GSI, although a statistically significant
difference could not be reached, the trends were in the expected direction. The
Control group was becoming slighdy less healthy over time while the
Treatment group was becoming healthier. No significant interaction Group by
Time was found in any of the presentation conditions. Comparisons between
the Treatment and Control groups showed a marked difference between the
two. Members of the Treatment and Control groups were clearly different from
one another beginning their entry point in this study. The narratives of the
people in the Treatment group were consistently less healthy that those of the
Control group.
The implications of these results are explored from a narrative approach
and suggestions are made for further research.
Desde o nascimento que o ser humano é confrontado com o mundo que lhe chega sob a forma de narrativas. Tanto as histórias vividas pelo próprio, como as contadas por outros, seguem o formato de narrativas que se desenvolvem num contínuo temporal. O mundo constitui-se como um fluxo de histórias e, como diz Howard (1991) "as histórias estão em todo o lado". Desde as histórias com que nos iniciámos no género e que seguem o modelo do "era uma vez...", às diversas histórias de amor que são repositório de uma cultura e da Humanidade, até aos elogios fúnebres. Do berço à sepultura o mundo constitui-se sob a forma de histórias. Como afirmou Roland Barthes (1966) "não existe, nem nunca existiu, um povo sem narrativas". Parte-se do pressuposto apresentado por Howard (1991) de que "se puder ser demonstrado que a ciência é um caso de construção de significado através do contar de histórias, então a hipótese mais geral de que a maior parte das formas de pensamento reflecte instâncias de elaboração de histórias, torna-se plausível". Vários investigadores têm destacado os aspectos narrativos na criação de significado pelo ser humano, tanto nas atribuições de significado mais correntes, como nas construções mais elaboradas, como é o caso do conhecimento científico. Sarbin (1986) fala de um princípio narrativo em que supõe que os seres humanos "pensam, percepcionam, imaginam e fazem escolhas morais de acordo com estruturas narrativas". Para Polkinghorne (1988), que sintetizou a importância do conhecimento-narrativo nas ciências humanas, a narrativa é um esquema que os seres humanos usam para dar sentido às suas experiências de temporalidade e de acção. Vários domínios do conhecimento têm adoptado posições narrativas, como é o caso da análise literária, da história, da economia ou mesmo a literatura de auto-ajuda. Muitas das questões levantadas pela adopção de uma posição narrativa em psicologia resultam da discussão em tomo da modernidade e da pós-modernidade. A tendência globalizante da modernidade, a crença na possibilidade de um conhecimento geral, o optimismo tecnológico, ou a crença na ciência como resposta para muitas das necessidades do homem características do pensamento moderno - têm sido postas em causa. As posições pós-modernas têm exercido uma forte crítica face às possibilidades exageradas supostas pelos defensores das posições modernas. A psicologia, como sub-produto da época moderna, não escapa às contradições das suas condições iniciais de produção. Numa cultura pós-moderna existe uma maior consciência do self como relacional e fragmentado, por oposição a um self unitário. A qualidade relacional do self revela-se também na abordagem do conhecimento como uma construção social, em que a participação de muitos actores é essencial para a criação do significado. A importância das formas de conhecimento local, substitui-se aos grandes sistemas de psicoterapia; a dedicação ao pluralismo leva a um reconhecimento de que não existe uma verdade fixa. Esta epistemologia anti-realista (como definiu Barbara Held) passa a ser uma imagem de marca de muitas das posições pós-modernas e construtivistas em psicologia e psicoterapia. No entanto, existe também quem denuncie as posições pós-modernas como insustentáveis (como é o caso de Sokal e Bricmont) ou como incoerentes face às práticas demonstradas (Held). Para Barbara Held, proponente de um realismo moderado em psicoterapia, é possível divisar três sistemas de investigação em psicoterapia que podem resolver alguns dos problemas criados pelas posições anti-realistas. George Howard vai mais longe ao considerar que a escolha não tem de ser feita entre as posições realistas e construtivistas, dado que ambas as posições podem servir propósitos diferentes conforme o campo de aplicação. Assim, certos problemas do conhecimento seriam melhor servidos pela adopção de uma epistemologia realista e outros por uma epistemologia construtivista. A proposta de Howard, que se pode inserir na continuidade das posições pragmáticas, defende o que chamou de realismo construtivo. (...)
Desde o nascimento que o ser humano é confrontado com o mundo que lhe chega sob a forma de narrativas. Tanto as histórias vividas pelo próprio, como as contadas por outros, seguem o formato de narrativas que se desenvolvem num contínuo temporal. O mundo constitui-se como um fluxo de histórias e, como diz Howard (1991) "as histórias estão em todo o lado". Desde as histórias com que nos iniciámos no género e que seguem o modelo do "era uma vez...", às diversas histórias de amor que são repositório de uma cultura e da Humanidade, até aos elogios fúnebres. Do berço à sepultura o mundo constitui-se sob a forma de histórias. Como afirmou Roland Barthes (1966) "não existe, nem nunca existiu, um povo sem narrativas". Parte-se do pressuposto apresentado por Howard (1991) de que "se puder ser demonstrado que a ciência é um caso de construção de significado através do contar de histórias, então a hipótese mais geral de que a maior parte das formas de pensamento reflecte instâncias de elaboração de histórias, torna-se plausível". Vários investigadores têm destacado os aspectos narrativos na criação de significado pelo ser humano, tanto nas atribuições de significado mais correntes, como nas construções mais elaboradas, como é o caso do conhecimento científico. Sarbin (1986) fala de um princípio narrativo em que supõe que os seres humanos "pensam, percepcionam, imaginam e fazem escolhas morais de acordo com estruturas narrativas". Para Polkinghorne (1988), que sintetizou a importância do conhecimento-narrativo nas ciências humanas, a narrativa é um esquema que os seres humanos usam para dar sentido às suas experiências de temporalidade e de acção. Vários domínios do conhecimento têm adoptado posições narrativas, como é o caso da análise literária, da história, da economia ou mesmo a literatura de auto-ajuda. Muitas das questões levantadas pela adopção de uma posição narrativa em psicologia resultam da discussão em tomo da modernidade e da pós-modernidade. A tendência globalizante da modernidade, a crença na possibilidade de um conhecimento geral, o optimismo tecnológico, ou a crença na ciência como resposta para muitas das necessidades do homem características do pensamento moderno - têm sido postas em causa. As posições pós-modernas têm exercido uma forte crítica face às possibilidades exageradas supostas pelos defensores das posições modernas. A psicologia, como sub-produto da época moderna, não escapa às contradições das suas condições iniciais de produção. Numa cultura pós-moderna existe uma maior consciência do self como relacional e fragmentado, por oposição a um self unitário. A qualidade relacional do self revela-se também na abordagem do conhecimento como uma construção social, em que a participação de muitos actores é essencial para a criação do significado. A importância das formas de conhecimento local, substitui-se aos grandes sistemas de psicoterapia; a dedicação ao pluralismo leva a um reconhecimento de que não existe uma verdade fixa. Esta epistemologia anti-realista (como definiu Barbara Held) passa a ser uma imagem de marca de muitas das posições pós-modernas e construtivistas em psicologia e psicoterapia. No entanto, existe também quem denuncie as posições pós-modernas como insustentáveis (como é o caso de Sokal e Bricmont) ou como incoerentes face às práticas demonstradas (Held). Para Barbara Held, proponente de um realismo moderado em psicoterapia, é possível divisar três sistemas de investigação em psicoterapia que podem resolver alguns dos problemas criados pelas posições anti-realistas. George Howard vai mais longe ao considerar que a escolha não tem de ser feita entre as posições realistas e construtivistas, dado que ambas as posições podem servir propósitos diferentes conforme o campo de aplicação. Assim, certos problemas do conhecimento seriam melhor servidos pela adopção de uma epistemologia realista e outros por uma epistemologia construtivista. A proposta de Howard, que se pode inserir na continuidade das posições pragmáticas, defende o que chamou de realismo construtivo. (...)
Descrição
Tese de doutoramento em Psicologia (Psicologia e Aconselhamento), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2001
Palavras-chave
Psicoterapia Tratamento e prevenção Aconselhamento Histórias de vida Teses de doutoramento - 2001
