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Orientador(es)
Resumo(s)
Nietzsche é um dos filósofos que nas suas obras parece que se contradiz a si próprio, por isto muitas vezes torna-se um pouco incompreensível a sua filosofia. É preciso encontrar um equilíbrio entre a admiração pela sua genialidade filosófica e as muitas contradições.
O propósito desta tese é apresentar o entendimento de que a filosofia de Nietzsche, apesar das contradições muitas vezes encontradas nas suas obras, tem os seus próprios caminhos que levam o filósofo a questionar a existência e o seu significado para o ser humano e no que consiste a dignidade desta existência como tal.
Nietzsche apresenta o valor estético da vida, que está acima do valor moral, mas este valor não atribui á vida uma necessidade de justificá-la; a vida é justificada em si própria e não é apenas justificada pela arte, mas é suportada através da arte, como iremos ver mais adiante. Estas fronteiras são por vezes confusas e difíceis de definir. A vida e a existência para Nietzsche não precisam de ser justificadas pelos homens, mas apenas vividas. Esta é a diferença entre os antigos gregos e os cristãos, justificação é uma palavra judicial, que implica culpa, justificativa é uma consequência de culpa, mas para Nietzsche como também para a tragédia grega, a culpa da existência é algo que recai sobre os deuses e não sobre os homens.
